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Existe consenso em SP? Reflexões sobre a questão da cultura (1ª parte)

18 de fevereiro de 2013  
Categoria: Cultura

São Paulo: Diferentemente da antiga indústria cultural, ao vincular a sua imagem a elementos simbólicos produzidos colaborativamente, o novo empresariado da cultura aproveita-se dessa riqueza enquanto capital simbólico coletivo, que ao final do processo haverá de ser revertido em dinheiroPor Passa Palavra

Leia aqui a 2ª parte deste artigo.

A cultura no centro da luta de classes em São Paulo

Um olhar panorâmico sobre o atual cenário da cidade de São Paulo, e talvez do Brasil, indica-nos que cada vez o tema da cultura ganha espaço e importância nas dinâmicas dos movimentos sociais. Muito do que hoje faz parte do campo político, digamos, progressista da cidade é constituído por grupos, coletivos e outras iniciativas que, de alguma maneira, privilegiam a matéria arte-cultura. Sem dúvida, esta impressão geral se deve, em grande medida, ao florescimento de um sem-número de saraus em diversas periferias da cidade, dando origem ao que se consagrou chamar cultura periférica. Mas é também resultado de uma longa jornada encampada por fazedores de hip-hop, samba, teatro, produtores e distribuidores de vídeo, música, comunicadores e mantenedores de espaços alternativos, que animam uma cena bastante diversa e mais ou menos ligada aos interesses populares.

Igualmente, mesmo os movimentos sociais, pequenos ou grandes, originalmente surgidos para atuarem com temas e necessidades mais tradicionais, como habitação, saúde, transporte ou violência urbana, têm dispensado alguma atenção ao tema. Talvez isso não ocorra tanto porque tenham todos eles chegado à conclusão de que essa dimensão, simbólica, da luta social seja de fato tão importante quanto a luta pela melhoria das condições básicas de sobrevivência; infelizmente, no interior da esquerda há ainda quem pense arte e cultura como mero reflexo das condições materiais e, portanto, item secundário a ser trabalhado e desenvolvido. Mas é que, na falta de processos de luta mais avançados e efetivos, a cultura apareceria como boa opção de refúgio, um lugar para se manter unido até que a conjuntura passe, ou então como instrumento de abordagem, uma isca através da qual se procuraria seduzir o público-alvo e então despertá-lo para os assuntos, estes sim, realmente importantes.

De todo modo, seja por reconhecimento da urgência destas demandas reprimidas ou por mera imposição da conjuntura ou pela mistura das duas coisas, o fato é que a pauta da cultura tem se colocado na ordem do dia dos diversos segmentos de esquerda.

Por outro lado, é preciso dizer que este movimento para a cultura também acontece por exigência das recentes transformações do capitalismo. A etapa atingida pelo atual sistema produtivo, sem eliminar as antigas formas de exploração, tem requerido, cada vez mais, pessoas habilitadas para trabalharem com signos, linguagens, informação, processos criativos. Não é raro, por exemplo, que os departamentos de recursos humanos das empresas prefiram candidatos que tenham tido experiência com teatro e bandas de rock aos que apresentam currículos quadrados e pragmáticos. Daí que, junto a outras conveniências, tenham se expandido pela cidade espaços, núcleos, fundações, ONGs e políticas públicas especializadas em atividades com arte e cultura direcionadas principalmente para os jovens.

Outra dimensão deste processo ainda pode ser verificada pelas formas de que o capital se utiliza para ir fincando suas bandeiras na medida em que avança sobre o espaço urbano. Hoje, na cidade de São Paulo, talvez o caso mais emblemático disso seja o projeto Nova Luz, que se apresenta como uma possibilidade de consolidar na região uma grande área voltada para a “atividade cultural e entretenimento”, através da Escola de Música Tom Jobim, da Sala São Paulo, da instalação do Teatro da Dança e de outros complexos culturais. Revelador é saber que o grande articulador político deste projeto, Andrea Matarazzo, será sempre lembrado por ter investido, quando subprefeito, em medidas como a interrupção de programas de habitação popular no centro, paralisação de mutirões autogestionados, descentralização de albergues, construção de arranjos urbanísticos “antimendigos” e outras ações de agrado ao capital imobiliário.

Portanto, também pelo lado das classes dominantes, a cultura tem se apresentado como item indispensável de suas estratégias políticas e econômicas. Tudo isso permite o surgimento de noções vagas – como as de que “tudo é cultura”, culturalismo versus economicismo, ou de que a cultura em si carrega um valor positivo – que se não forem analisadas criticamente acabam mascarando projetos políticos inconciliáveis que se escondem por trás das várias iniciativas. E é aqui, no quadro desta onda culturalista que contamina a cidade de São Paulo hoje, que a questão do Fora do Eixo volta a ser objeto de preocupação por parte de movimentos, coletivos e pessoas que se põem ao lado das lutas sociais.

O novo empresariado cultural: ou a “velha roupa colorida

Quando o debate sobre a inserção do Fora do Eixo nos movimentos sociais em São Paulo veio à tona, em junho de 2011 (ver aqui), um dos problemas que se colocou foi o de definir com precisão o seu caráter institucional. É preciso esclarecer: apesar de todo o seu ar descolado e alternativo, o Fora do Eixo funciona com todos os preceitos de uma empresa capitalista, tendo por finalidade a obtenção de rendimentos, através da exploração de um esforço braçal e criativo dos diversos agentes culturais dispersos pela cidade e pelas redes digitais. Para o assunto que nos interessa, pouco importa saber se eles passeiam de iate ou preferem morar na mesma casa, dormirem em beliches e dividirem calçados.

Muito já foi dito sobre o processo pelo qual o capitalismo foi desenvolvendo formas de explorar a produção simbólica e transformar a cultura em mais um de seus ramos de negócio. Ao longo do século XX, não foram poucas as experiências artístico-culturais que, mesmo tendo brotado como espaços de resistência e negação das engrenagens políticas e econômicas, acabaram sendo submetidas às regras destas engrenagens. Grande exemplo disto foram os movimentos contraculturais nascidos nos EUA e na Europa na década de 60 e que ganharam força também no Brasil durante os anos 70. Apesar de ser impulsionado por sentimentos de recusa e anseios de transformação radical, mobilizando símbolos transgressores, o poder efetivo de crítica desta cena foi sendo neutralizado na medida em que era assimilado pelos princípios de funcionamento dos atravessadores da Indústria Cultural, até que chegasse à condição de ser apenas mais um produto, ainda que alternativo, do mercado de bens simbólicos.

Grosso modo, essa velha indústria cultural com que estamos acostumados estrutura-se em torno da proteção do direito autoral. Ou seja, a lucratividade dos agentes intermediários deste negócio – os famosos atravessadores – é assegurada pela vantagem exclusiva que as empresas do ramo (gravadoras, editoras, empresas radiodifusoras e televisivas) detêm sobre os meios de produção e exploração comercial de um dado produto artístico. Por isso, seus grupos de pressão no plano jurídico-político se orientam pela defesa intransigente das leis de proteção da propriedade intelectual, pela proibição da livre cópia, da pirataria etc.

Acontece que o desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, em especial a internet, caminha para tornar estes mecanismos de lucratividade ultrapassados. Afinal, com a popularização deste novo aparato, o acesso aos meios de produção artístico-culturais se ampliou significativamente, diminuindo a dependência em que artistas e consumidores estavam relativamente aos grandes grupos econômicos do setor. Isso, por um lado, vai corroendo a base de existência desta velha indústria cultural, mas, por outro, dá origem ao surgimento de um novo empresariado da cultura, que desenvolve formas próprias de obter vantagens econômicas sobre a produção cultural independente e colaborativa. O Fora do Eixo, portanto, insere-se neste novo modelo.

O novo empresariado cultural é formado por uma constelação de agentes ajustados às novas condições de nosso tempo, empreendimentos que não precisam buscar sua fonte de lucro no direito exclusivo que tenham sobre a venda de um CD, um livro ou uma boa ideia qualquer. Neste novo modelo de indústria cultural, basta que as empresas “colem” a sua imagem ao processo de criação de outros grupos, coletivos, redes e pessoas; misturando, associando, embaralhando a sua marca à riqueza de saberes e símbolos que são produzidos por outros.

Mas como é que eles conseguem tirar vantagem econômica disso?

Pablo Capilé, o grande articulador do Circuito Fora do Eixo, gosta de dizer que o que fazem se trata de uma “disputa narrativa”. De fato, o primeiro passo consiste em convencer os parceiros e voluntários envolvidos de que todos os esforços envidados no curso de um projeto não se caracterizam como trabalho, mas sim ativismo, militância, manifestação de desejos. O novo ativismo, para ele, deve trocar trabalho por vida. Mas o próprio Capilé explica que esta mudança é, na verdade, uma “ressignificação”.

Pois, se não fosse apenas uma ressignificação, como explicar que “A cada 1 real captado, esse movimento é capaz de transformar em 100” – como Capilé afirmou recentemente? “Para fazer o Existe Amor em SP, o movimento gastou R$ 20 mil. Se cada um fosse fazer por fora, um evento como esse custaria R$ 500 mil.” (ver aqui) Estaríamos diante de um passe de mágica?

Ora, nada mais providencial para demonstrar que a multiplicação dos pães neste caso só se torna possível porque existe uma enorme quantidade de trabalho não-pago envolvida. O que Capilé procura compensar elogiando o esforço da “militância”. Ao converter seu trabalho em vida, um grande número de agentes produziu e distribuiu flyers, divulgou na internet, carregou caixas e ofereceu os seus serviços solidariamente, inclusive os grandes músicos que abrilhantaram o espetáculo etc.

Uma objeção aqui poderia ser feita: “Ué, mas não pode estar havendo aí exploração, uma vez que o resultado desta soma de esforços não foi colocado à venda no mercado, de onde um ou outro grupo pudesse tirar vantagem, ninguém pagou para consumir o evento”. Pois é aqui que reside a novidade. Grupos como o Fora do Eixo vão buscar suas principais fontes de renda a partir de outros meios; elas não acontecem aí, no momento em que o público usufrui o dado produto cultural, mas posteriormente.

Uma das vias principais é certamente a dos editais. O Fora do Eixo é uma máquina de obtenção de editais, públicos e privados. Para tanto, a produção coletiva de grandes eventos ou as campanhas massivas pela internet, por qualquer tema que for, desempenham aqui um papel especial: elas são demonstrações da capacidade que o circuito tem de mobilizar, coordenar e direcionar esforços de produção criativa, os quais, por sua vez, são capazes de atrair olhares e novas plateias. O que o Fora do Eixo negocia e oferece a governos e empresas com quem estabelece convênios e parceiras não é exatamente um produto artístico, mas precisamente esta capacidade de articular e gerir trabalho criativo e organizar plateias. Tanto maior será a sua vantagem na obtenção de editais quanto maior for a demonstração de sua capacidade mobilizadora.

Capilé em encontro com a nova Ministra da Cultura, Marta Suplicy

É assim que os R$ 20 mil reais investidos antecipadamente no Existe Amor em SP, ao entrar em contato com a varinha mágica do empenho quase gratuito de dezenas ou centenas de mãos e cérebros, hão de se transformar em R$ 500 mil.

Não é com uma venda de ingressos para o show na Praça Roosevelt, para ficarmos com esse exemplo, que o Fora do Eixo consegue esse montante estimado; até porque se fosse vendido, tal qual a lógica do mercado tradicional, o coletivo-empresa não alcançaria o público que pretende e seria ainda contraditório com o discurso que apresenta. Eles se utilizam de um trabalho não-pago de “ativistas”, que trabalham nas propostas do circuito e vendem essa capacidade de mobilização e articulação de grupos, redes e agentes culturais para os editais de financiamento que mantêm o funcionamento e a ampliação da sua estrutura.

Para se ter uma ideia, em 2012 o Fora do Eixo divulga  (até a data desta publicação) ter se inscrito em 122 projetos culturais, solicitando um total de R$ 25.278.930,96. (ver aqui) Procuramos obter informações mais detalhadas a respeito, mas a página do site do coletivo-empresa parece estar em manutenção.

Fora do Eixo em reunião de parceria com a Fundação Vale

Assim, diferentemente da antiga indústria cultural, que dependia de contratos e termos jurídicos bem ajustados, ao vincular a sua imagem, mesmo que informalmente, a elementos simbólicos que são produzidos colaborativamente por agentes, a princípio, independentes, o novo empresariado da cultura consegue aproveitar-se dessa riqueza enquanto uma espécie de capital simbólico coletivo, que ao final do processo haverá de ser revertido em ganhos em espécie, ou seja, dinheiro. Mais vantajosa é a relação quando se verifica que o agente intermediador, no caso o Fora do Eixo, pouco ou quase nada precisa intervir no processo, visto que, em se tratando de trabalho criativo, maior produtividade será obtida quanto maior for a liberdade e a autonomia dos seus produtores.

Em resumo, o coletivo Fora do Eixo e outros similares, enquanto representantes desse novo empresariado da cultura, se apresentam como uma versão repaginada dos velhos exploradores da produção simbólica coletiva.

Quem são alguns desses novos atravessadores da cultura em São Paulo?

Como já dissemos, o que o Fora do Eixo faz é negociar com governos e empresas financiadoras a sua capacidade de mapear, articular e gerenciar redes, grupos, coletivos e pessoas. Sendo assim, seu poder de barganha tende a ser maior quanto maior for a demonstração de sua força articuladora. Isso é feito trazendo grupos e pessoas para dentro de suas estruturas, ou seja, colando a marca Fora do Eixo nas iniciativas — muitas vezes independentes — de seus chamados parceiros.

Uma vez que possui várias naturezas de registros oficiais e não oficiais (como ONG, OSCIP, fundação, movimento social, coletivo de cultura etc.), o Fora do Eixo goza de bastante flexibilidade para abordar diversos setores da sociedade e do Estado — sejam eles entidades mais capilarizadas, próximas a iniciativas de base, ou órgãos governamentais, ligados a corporações capitalistas — para aglutiná-los todos em seu guarda-chuva.

Como em grande parte das parcerias se trata de relações informais, é difícil medir com exatidão o tamanho do Circuito Fora do Eixo. Além disso, é preciso considerar que, para melhor venderem o seu peixe, os membros do Fora do Eixo — como bons manipuladores da linguagem publicitária — geralmente inflacionam as suas realizações de forma a passar a impressão de que tudo o que eles fazem está bombando o tempo todo. De todo modo, é possível diferenciar dois níveis de “parcerias” estabelecidas pelos novos expropriadores da cultura.

Por um lado, são chamados de parceiros todas aqueles grupos, coletivos ou pessoas que, direta ou indiretamente, contribuem para a estruturação e consolidação da organização, ou seja, grupos e pessoas que realmente produzem algum tipo de bem simbólico, cultural, artístico: músicos, poetas, técnicos, designers, ou mesmo manifestações espontâneas das redes sociais etc. O que pode acontecer de forma voluntária (gratuita) ou remunerada através de moedas alternativas (semigratuita) a serem utilizadas dentro do próprio circuito.

Há, por outro lado, a atuação conjunta com outros tipos de parceiros, aos quais o Fora do Eixo se associa conforme interesses específicos, e que normalmente são outras empresas do ramo cultural. No caso da organização dos eventos #AmorSIMRussomanoNÃO e #ExisteAmoremSP, à véspera das eleições municipais, participaram pequenos, médios e grandes empreendimentos voltados para o público de hábitos de consumo alternativos, como o Studio SP, a Festa Voodoohop, Festa do Santo Forte/Estúdio Emme, a Matilha Cultural, A Leda e a revista Trip.

Na declaração de um dos sócios da casa de shows Studio SP, Alê Youssef, feita à própria revista Trip após o sucesso dos eventos, fica evidente a forma pela qual os processos coletivos e espontâneos de criação simbólica, tornados possíveis pelas parcerias com os de baixo, podem ser canalizados em benefício de uma parte:

“Para tentar fazer algo a respeito, me reuni com os alguns amigos jornalistas com a turma ativista do Fora do Eixo. Fomos todos para a Praça Roosevelt, onde encontramos produtores, artistas e frequentadores da região. Em poucas horas de cervejas e confabulações, bolamos o slogan #AmorSIMRussomanoNÃO e pensamos na cor rosa como símbolo da alegria, diversidade e transgressão que tanto amamos em São Paulo e que não queríamos perder de jeito nenhum, como que sem esses elementos, ficasse insuportável de vez sobreviver ao cinza da nossa megalópole.”

Segundo a afirmação de Youssef, aquilo que durante a organização era propagandeado como resultado de esforços coletivos, comuns, aparece aqui como jogada de marketing concebida por um reduzido grupo de privilegiados: empresas e agentes profissionais da cultural alternativa.

Os interesses de classe ficam mais claros ao sabermos que, logo após os eventos na Praça Rossevelt, Youssef tenha mandado pintar a porta de sua casa noturna com a cor rosa, de forma a atrair parte do público que se aglomerou na Praça, mas agora na condição de meros consumidores de um ambiente cool que eles mesmos ajudaram a conceber. Ou seja, o fruto de uma ação coletiva, ou alheia, é apropriado privadamente por um pequeno núcleo de empresários da cultura alternativa. Afinal, quem acompanha alguns movimentos sociais em São Paulo, principalmente no que diz respeito à resistência às formas de repressão estatal, sabe que a simbologia do rosa não foi criada neste espaço.

Sob este aspecto, a “disputa narrativa” defendida por Capilé se coloca, na verdade, como uma disputa por um mercado particular, de olho nos temas em voga no largo campo da cultura alternativa. Retórica multicuralista e modas estéticas avançadas são articuladas com o objetivo de conquistar um mercado em expansão e mais apoios financeiros a seus projetos, uma vez que, segundo o principal articulador do Fora do Eixo, “o jovem brasileiro está tão animado que está gastando o que não tem”. (assista aqui – [19’30” a 20’20])

Continua…

A 2ª parte deste artigo foi publicada aqui.

Comentários

99 Comentários on "Existe consenso em SP? Reflexões sobre a questão da cultura (1ª parte)"

  1. OccupyFDE em 22 de fevereiro de 2013 22:03 

    HAHAHAHA

    As únicas respostas que vieram até agora diretamente do FDE foram duas pequenas frases no facebook do Capilé:

    “Criticar é facil, quero ver abrir a casa pra todo mundo =))”

    “Criticar é facil, quero ver montar caixa coletivo com 2 mil pessoas =)”

    O cara de pau está querendo que ainda mais gente vá pras suas casas de trabalho, atrelar sua imagem ao FDE e ser usado por eles voluntariamente! Em troca de cama, pão e cerveja! HAHAHAHAA

    Aproveito pra deixar uma sugestão ao Pablo: por que ele não coordena uma comissão de negociação pra tentar convencer os sócios Alexandre Youssef, Guga Stroeter e Maurizio Longobardi a doarem para União e para uso público as suas casas noturnas Studio SP Augusta, Vila Madalena, Arpoador ao Caixa coletivo?

    Que incluam também o futuro Studio SP Luz, naquela casa que estavam negociando na baixa durante os despejos e as operações na região da Cracolândia, entre outros negócios eventuais.

    Ocupe a galeria Choque Cultural, inclusa todas suas obras de arte, negociar com o amigo Baixo Ribeiro a doação pros movimentos em nome dos trabalhadores da cultura.

    E a sede da Vale, os condomínios particulares dos seus gestores na região do Carajás-PA: que abram as portas pros sem-terra, indígenas, quilombolas e pequenos mineradores da região!HAHAHAHA

  2. manoo em 22 de fevereiro de 2013 23:49 

    Acho que o Ronan tem certa razão. Minha irmã trabalhou na Google e me contou sobre as condições de trabalho: lá existe uma gama de opções para distrair o cérebro caso esteja muito cansado de trabalhar: tem sofás e poofs para dormir, video game, sorvetes, café, refrigerante “de graça”, tudo isso para aumentar o rendimento do trabalhador, tendo em vista que a eficiência do mesmo diminui com o stress. Além disso, a google incentiva os trabalhadores a ficar depois do trabalho nos bares instalados dentro da empresa, nos quais os trabalhadores não pagam a cerveja ou a comida, isso é feito pois acredita-se que enquanto o trabalhador está se divertido com os seus colegar, ainda assim estão trabalhado, pois o assunto sempre gira em torno dos problemas da empresa.

    Quando falei que eles estavam trabalhando de graça em troca de pequenas iguarias, ela me disse o seguinte: “Melhor ser explorado assim do que de outro modo – sem as ‘regalias'”. Talvez funcione do mesmo modo no caso do pessoal que trabalha para o Fde, salvo aqueles que estão sendo enganados e pulam fora.
    Acredito que o Ronan tocou no cerne da questão quando fez esta pergunta: “quem vai fazer as pessoas deixarem a exploração que dá sentido às suas vidas?” A lógica da ideologia se inverte, não é mais “os trabalhadores não sabem (que são explorados), e por isso fazem”, mas ao contrário, “os trabalhadores sabem da exploração e ainda assim continuam fazendo”.

  3. Taiguara em 23 de fevereiro de 2013 00:40 

    manoo,
    mas acho que esse raciocínio se aplica a todos os trabalhadores, tanto os que trabalham em condições mais softs, como a descrita por você, quanto os que trabalham em condições mais árduas.

    Estes últimos, embora possam desejar obter melhores condições de trabalho, provavelmente também preferem pegar no batente pesado a estarem desempregados e dependerem de esmolas.

    E por que o fazem? Na minha opinião, porque não têm alternativa, porque ainda faz sentido uma coisa chamada meios de produção, dos quais estão afastados, e sem o que não podem assegurar a sua própria existência. E aí a questão política nos leva de volta à questão econômica.

    De todo modo, concordo que o embate no campo das ideias, de uma forma geral, já não se limite mais a desvelar os segredos da exploração. Ninguém parece duvidar que o capitalismo seja um sistema exploratório, o problema é que não encontram alternativas concretas para sair disso.

  4. Beiço inchado em 23 de fevereiro de 2013 03:08 

    Faltaram nomes muito importantes na lista de comparsas do FDE: ninguém aí falou do RODRIGO SAVAZONI e sua esposa LIA RANGEL, playboys elitistas oportunistas travestidos de petistas anti-tucanos?? Pois é bom falar. Rodrigo atualmente é Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, ou seja, braço direito de Juca Ferreira, menino bom pra acumular moedas junto à sua esposa Lia, organizando eventos como o Fórum de Cultura Digital, mais um facinho de angariar verba com seus contatos viciados… FIQUEM DE OLHO…

  5. Joanne Martins em 23 de fevereiro de 2013 03:43 

    Puxa que vergonha! O Passa Palavra chegou ao limite do RIDICULO com essa DENUNCIA de glossário interno do Fora do Eixo!!!!!

    É impressionante a perda do senso CRITICO de uma rede de supostos pensadores politicos. Pegar uma brincadeira e vocabulario interno e de zoação de uma rede e JOGAR AQUI COMO DENUNCIA chega a ser patético.

    Queria saber qual o CRIME cometido nessa descrição do CHOQUE PESADELO? E de outras expressões engraçadissimas e divertidas! Quanta falta de humor e de Imaginação do Passa Recibo!

    Não admira que o Passa Recibo tenha escolhido o FORA DO EIXO como os INIMIGOS. A questão aqui fica EXPLICITA E OBVIA: É A VELHA LUTA da ESQUERDA AUTOFÁGICA e impotente que, sem poder e sem potencia, se volta contra os mais PROXIMOS: a rede de Juventude que RIVALIZA com o Passa Palavra, que SEDUZ, CONQUISTA, cresce, aparece, conquista credibilidade e intervem REALMENTE e de forma propositiva na cultura urbana e na gestão das cidades onde atua.

    O Passa Recibo pelo jeito achou seu nicho de sucesso: o negocio da DIFAMAÇÃO!

    Acho bom vocês instaurarem além da CPI do “CHOQUE PESADELO” (quá quá quá) a CPI dos URSINHOS CARINHOSOS. Pois o Fora do Eixo é conhecido não por DIFAMAR ou “DESQUALIFICAR” ninguem como vcs estao fazendo de forma obsessiva, mas ACOLHENDO nas Casas Coletivas, criando sinergia, pertencimento, solidariedade, formas OUTRAS de ESTAR NO MUNDO.

    Por que será que o Fora do Eixo tem uma rede de 2 mil integrantes ativos, participantes, dispostos a lutar e defender seu Projeto de VIDA e Projeto Politico?

    O Passa Palavra, quando está meio caido de Ibope corre e TIRA DO BAU, mais um “novo” dossiê sobre o Fora do Eixo. Com NOVIDADES? Nenhuma!

    O mesmo esquema TEORICO REQUENTADO. A QUENTINHA TEORICA REQUENTADA do 1o artigo com os mesmos argumentos que agora irao se desdobrar a cada nova ação da rede.

    Ou seja, FAÇAM O QUE FIZEREM as ações do Fora do Eixo ja tem um ESCANINHO TEORICO MANIQUEISTA E SIMPLORIO onde os Passa Palavra vão encaixar tudo, todo esse rico e complexo processo achatado como a “nova forma da exploração”!!!!

    O entendimento de Cultura como luxo e superfluo!!! Como ISCA que DESVIA do mais importante é SIMPLORIA.

    A cultura como ÇORTINA DE FUMAÇA (senhor perdoa, eles não sabem o que escrevem!) e como o MENOS IMPORTANTE é de uma ignorancia sem par!

    DIGNA de um politico bronco daqueles que dizem que “cultura não dá voto” ou da esquerda mais tacanha, aquela que separa a CULTURA das demais esferas da vida, do trabalho, etc.

    Ou seja não chegaram nem ao conceito antropológico de Cultura. Coisa que qualquer jovem quilombola saberia explicar aos TEORICOS DA QUENTINHA REQUENTADA

    QUE MISERÊ, heim? Estão precisando de atenção? Chamem os Ursinhos Carinhosos!!!! Deve ser muito ruim não ter RECONHECIMENTO, falar pra meia duzia de gatos pingados e ficarem conhecidos as custas do trabalho de DIFAMAÇÃO obsessiva (e burra, pois a argumentação não evolui, não muda) de uma outra rede de Juventude, que detectaram como “rival”.

    E Viva o “Choque Pesadelo”! A melhor expressão que o Fora do Eixo encontrou para rir dos falsos problemas, dos PSEUDO conflitantes e da ESQUERDA DA DEPRESSÃO rs

    Choque Pesadelo”: “Embate conveniente direcionado a alguém que vem conflitando ideias através de críticas não propositivas que desestimulem uma pessoa, ou grupo. O choque pesadelo serve como uma fala direcionada que busca esclarecer situações através do “papo reto”. Ex. Tivemos uma conversa franca que serviu como choque pesadelo para ele. Ler também “papo reto”.”

  6. Ricardo em 23 de fevereiro de 2013 15:06 

    Joanne Martins,

    Se não há nada de errado com “choque-pesadelo” e afins, por que retiraram do glossário?? Pega mal?? Responde?

    E que tal você, que deve ser da FDE, ou qualquer pessoa da FDE, aparecer aqui e responder às questões e críticas colocadas no texto do passapalavra, uma a uma, sem falácias argumentativas, como esta coisa que você escreveu?

    Eu, particularmente, gostaria muito que a FDE esclarecesse os pontos críticos expostos. Não sou contra e nem a favor da FDE, mas como uma pessoa observadora dos argumentos, percebo que os argumentos contra as práticas da FDE são plausíveis e mostram indícios de manipulações gravíssimas. Quanto aos argumentos a favor da FDE, percebo apenas falácias, que fogem das perguntas feitas. Acho que a maioria das pessoas com o mínimo de bom senso perceberá isto. Está bem claro, para todo mundo ver…

  7. Pablito em 23 de fevereiro de 2013 16:11 

    Joane vc participou ja de um choque pesadelo? conta pra geral como é que é?
    obs. é uma ordem.

  8. Joanne Martins em 23 de fevereiro de 2013 19:04 

    Caros, não sou do Fora do Eixo, mas escrevi uma nonografia de fim de Curso sobre o Circuito. E os argumentos usados no texto do Passa Palavra (contra o uso de editais Públicos por exemplo) são dignos de uma VEJA ou do DEM!

    Não há o menor problema em disputar editais PUBLICOS!!! Um avanço no Brasil diante da politica de balcão anterior.

    A maior forma de finaciamentos dos Pontos de Cultura, por exemplo, sao editais PUBLICOS! Nos Pontos de Cultura também se trabalha em regime de colaboração com a diferença que so os DIRIGENTES são remunerados, ao contrario da rede Fora do Eixo, onde 2 mil jovens VIVEM (comem, vestem, viajam, produzem) do trabalho no Circuito.

    Além disso também nos Pontos de Cultura o trabalho CULTURAL está na centralidade das lutas e dos projetos. E todos buscam VISIBILIDADE das suas ações, investem na difusão e COMUNICAÇAO das suas lutas.

    Quem bate em Edital Publico como forma de finaciamento no Brasil é a DIREITA a qual o Passa Palavra se iguala na tentativa de desqualificar uma Rede inteira!

    Também usam aqui a mesma estratégia de uma VEJA ou do DEM. Escrevem um artigo genérico, com analises e avaliações genéricas sobre o Capitalismo Cognitivo e ENCAIXAM, forçando a barra, sem entrar no FUNCIONAMENTO e no COMO, pois desconhecem e deturpam a forma de funcionar do Circuito Fora do Eixo.

    É assim que se faz teoria no Brasil? Estudei fora do Brasil, na Espanha e na França e la existe trabalho de campo! Fiz trabalho de campo com o Fora do Eixo e nada mais distante dessa abstração impotente que a vivacidade, alegria, espirito coletivo, alegri de viver e satisfação dos que vivem no Circuido Fde.

    Depois do artigo genérico, abrem espaço para a DIFAMAÇÃO PURA E SIMPLES, com as mensagens escritas por perfis falsos e de humor baixo e ofensivo, expondo FAMILIA de parceiros do Fora do Eixo, com piadas sórdidas e de cunho racista.

    Quando o Passa Palavra organiza seus seminarios de graça estao explorando quem? Quando arregimentam aqui seus colaboradores para escreverem de graça estão explorando o quê? Quando um professor Universitario traz um Antonio Negri ao Brasil e bota a militancia para prestigia-lo e ao final comprar o livro que o professor editou está ESTORQUINDO quem?

    CRIMINALIZAR O TRABALHO COLABORATIVO, o ativismo, a militancia, a crenca nos projetos é o que faz o ECAD, a VEJA, a Globo e agora o PASSA PALAVRA!

    Esse esquema do artigo “sério” como pretexto e os comentearios difamatórios, pessoais, de baixo nivel logo em seguida é A NOVA FORMA DA DIFAMAÇAO PUBLICA. Se eximindo do que for dito aqui de forma leviana, com perfis falsos e/ou anonimos, COVARDES, que se escondem no anonimato da REDE.

    Da mesma Forma que os textos dos Passa Palavras NAO TEM NOME, mas CITAM NOMINALMENTE, MULHER, ESPOSA, LIDERANÇAS sem nenhum cuidado aqui. Não assinam com seus nomes, mas PERSONALIZAM e fulanizam nos sesu texto, citando pessoas do Fora do Eixo.

    TRISTE VER COMO O ESQUEMA VEJA chegou na suposta “esquerda”. Os nossos inimigos nõa são o Fora do Eixo, uma rede de juventude que luta e esta conseguindo criar novos paramentros de pensamento, intervemção e ATIVISMO.

    O Fora do Eixo é um dos embriõs das novas formas de lutas, foi o tema do meu texto. O Passa Palavra vai comer a poeira da história ou no maximo virar referencia da nova central de baixarias e fofocas politicas.

    LAMENTAVEL!

  9. Ricardo em 23 de fevereiro de 2013 20:21 

    Perdão, Joanne

    O fato de você ter feito uma monografia não é atestado de que o que você diz é a mais pura verdade. Isso é um argumento de autoridade, uma falácia formal. O fato de ter estudado fora do Brasil e de ter feito pesquisa de campo também não te dá a autoridade do discurso de verdade. A resposta que você deu é a resposta que tenho visto na página dos defensores da FDE que escreveram aqui e em outros lugares : “vocês não viveram nem conviveram com o pessoal da FDE, como é que podem falar alguma coisa??”, ou então, “expliquem como mais de 2000 jovens se associaram em todo Brasil à FDE e contribuem com um caixa coletivo?”, “criticar é fácil bla bla bla…”. Realmente, criticar é fácil – difícil é responder de maneira objetiva às críticas, sem falácias, uma a uma!

    A questão é basicamente outra. Fiz algumas perguntas que você não respondeu, por exemplo. Por que tiraram alguns termos do glossario depois que ele foi mostrado aqui? Pegaria mal? Isso você não respondeu.

    Para me ater apenas a uma questão (apenas uma), o texto do passapalavra diz o seguinte:

    “Para se ter uma ideia, em 2012 o Fora do Eixo divulga (até a data desta publicação) ter se inscrito em 122 projetos culturais, solicitando um total de R$ 25.278.930,96. (ver aqui) Procuramos obter informações mais detalhadas a respeito, mas a página do site do coletivo-empresa parece estar em manutenção.”

    Você tem tem mais informações detalhadas a respeito disso? A FDE poderia esclarecer estas informações? Quanto, deste dinheiro, seja em pagamento direto e/ou possibilidade de captação foi obtido? Será que a FDE poderia abrir as contas todas dela para a gente ver na Internet?

    Captar recursos em editais é permitido. Claro. Mas quando se tem uma gama de pessoas dentro do poder público agindo como vetores destes ganhos, aí fica fácil fácil vencer editais… Ahh, e ainda bem que algum defensor da FDE falou em editais. Tivemos um avanço na argumentação, gente. Agora sabemos também que a grana toda vem do caixa coletivo e… dos editais…

    E tem mais. A folha publicou a seguinte reportagem no dia 31 de janeiro de 2012:

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1222937-fora-do-eixo-criou-universidade-e-partido-informais.shtml

    Não gosto da folha, acho um jornal comprometido com o pior tipo de política que existe, mas nesta reportagem eles expuseram coisas que deixaram muitas pessoas preocupadas. Como é que se pode captar 12 milhões em dois anos, transforma-los em 30 milhões (claro, com a exploração da mais valia de jovens e artistas) e achar isto tudo lindo, um movimento, ativismo? Ativismo para quem, cara pálida? Será que a FDE poderia expor as contas de onde foi parar essa grana? Há ainda outros dois links nesta mesma reportagem os quais expõem, por exemplo, os gastos mensais da Casa FDE de São Paulo. Acredito que tudo pode ser explicado pela FDE, e há uma grande possibilidade de as explicações que eles apresentarem serem plausíveis e verdadeiras. Mas, ora bolas, por que ninguém vem aqui para fazer isto, responder diretamente às críticas e perguntas feitas? Por que?

    Joanne, mais uma vez o seu texto não passa de uma grande falácia, infelizmente. Uma hipérbole gigante, um argumento de autoridade que não responde EM NADA (caixa alta, só para usar mais um recurso linguístico que você gosta de usar) os questionamentos e criticas apontadas em direção à FDE.

  10. Leo Vinicius em 23 de fevereiro de 2013 20:31 

    Joanne,

    A questão de fundo é bastante simples.

    Não há problema algum em disputar editais públicos.

    Mas há problema em se utilizar um discurso genérico de suposta transformação das estruturas econômicas, sociais e políticas, explorar movimentos e indivíduos (da forma como esse e outrs etxtos expõem) para ampliar a próprio organização e para receber dinheiro de editais públicos.

    Eu gostara de saber o que tem o FdE de “esquerda” na prática. Não em discurso, em palavras soltas. Qual objetivo político do FdE? Qual o método que usa? Receber dinheiro do Estado e de empresas e ocupar cargos públicos? Isso todos os partidos já fazem, é o que há de pior na “esquerda”, e sabemos onde vai dar.

    Eu participo de pesquisa cujo edital público possui verba também da Vale. Não vejo probema nisso, mas vejo problema se houvesse impostura da minha parte de afirmar aos quatro ventos que essa atividade é de esquerda ou revolucionária.

  11. Taiguara em 23 de fevereiro de 2013 21:03 

    Joanne,

    Você diz que o artigo do Passa Palavra faz “difamação pura e simples”, mas passando a vista novamente por cima do artigo, não encontrei tantos adjetivos e adjetivações senão: “empresa, capitalista” e similares. E isso é feito a partir de uma argumentação. Não encontrei nada que dissesse que o FdE é criminoso, ilegal. Aliás, o capitalismo não é ilegal, ele é legalizadão.

    Em compensação, ao ler o seu comentário tropeçamos em adjetivações do mais baixo nível. Começa com um “ridículo”, passa por um “patético”, faz um trocadilho também pejorativo (que eu não entendi , aliás: Passa Recibo(?))e segue, “teórico requentado”, “maniqueísta”, “simplório”, até que finaliza com um “lamentável”. Retirados estes adjetivos, não sobra nada do você diz. Espero muito que sua pesquisa, depois dessa carteirada que você deu, seja melhor que isso.

    Na segunda mensagem ao menos você coloca uma questão (que, por sinal, confirma parte da argumentação do artigo): há problemas em usar editais? Mas em relação a isso, fico com a resposta dada pelo Leo Vinícius.

  12. Flavia Monteiro em 23 de fevereiro de 2013 21:13 

    Ricardo,

    O Glossário so está postado aqui porque ele é publico, assim como as planilhas que geraram a tal matéria da folha, assim como as fotos que foram postadas na matéria, assim como a grande maioria das informações a que o Passa Palavra se baseia.

    Desde a primeira matéria até essa toda a base de informações do Passa Palavra e proveniente de arquivos, projetos, textos, programas, videos, entrevistas, postados publicos postados pelo Fora do Eixo, já percebeu?

    Se os caras tiraram alguns dos posts do glossário eles devem ter seus motivos, ou pq essas difamações distorcem a realidade, ou pq não concordam mais com a forma com que tava escrito, ou qualquer outro motivo, mas na boa, falar de falta de transparência é ridiculo, gostaria que me apresentassem ai outro movimento com tantas informações publicas quanto o fora-do-eixo, eu DUVIDO QUE ALGUEM APRESENTE UM AQUI.

    Ai o Ricardo posta uma informação que foram inscritos 122 projetos, solicitando 25 milhoes, mas o Ricardo não diz que essa info foi PUBLICADA PELO PROPRIO FDE, nao foi um FURO DO PASSA PALAVRA, o FDE Publicou isso em seus balanços anuais em seus diarios oficiais e o PASSA PALAVRA SIMPLESMENTE COPIOU E COLOU AQUI, ou seja, se tem alguém que precisa trazer mais pesquisa aqui é o PP e não o FDE. 25 MILHOES Solicitados tá longe de ser recursos captados ou executados, pesquisa de pessima qualidade essa.

    Se quer fazer pesquisa de gente grande, vai atrás de info que nao ˜foi postada pelo Proprio FDE, vai no tribunal de contas, vai no mINC, vai na Secretaria de Cultura dos estados e cidades e veja a real, ao invés de distorcer e deturpar as infos que o PROPRIO FDE POSTOU.

    A matéria da folha toda foi baseada nas infos que o FDE POSTOU, a mesma coisa que o PASSA PALAVRA, não teve nenhum furo, as fotos da capa, os numeros do balanço, tudo ja estava publicado na internet publicamente, ha muito tempo, de forma aberta e transparente. Ai o Ricardo pergunta como que o FDE circula esse recurso todo, é só saber fazer conta, simples, se tem 300 gritos rock, e cada um em medía custa por exemplo 20 mil , só ai temos uma media de 6 milhoes de recursos em circulação. Mas circulação não é lucro, muito longe disso.

    Em suma, é muito bla bla bla pra pouca pesquisa, se querem se aprofundar mesmo vao investigar direito, ficar copiando e colando infos que o proprio fde posta é muita preguiça!

  13. Manolo em 23 de fevereiro de 2013 21:23 

    Não tem nada de errado em captar recursos. O diabo é captar em reais e pagar em cubo card.

  14. Flavia Monteiro em 23 de fevereiro de 2013 22:01 

    Manolo, essa história de pagar em CUBO CARD é outra balela grande, mito puro, tem MUITO artista recebendo seus cachês em espécie, em real, em tutu, din din, money, mesmo. O CuBo Card como qualquer outra moeda é COMPLEMENTAR, não é a única forma de remuneração da REDE, e quem o recebe sabe de seus beneficios e acorda isso antes de fazer o show.

    É uma baboseira essa tal “esquerda passa palavra” criminalizar as moedas complementares, sem pesquisar a fundo como realmente funciona. Coloco outro desafio aqui, duvido que existe algum movimento, coletivo ou rede de musica que pague tanto cachê em REAIS como o fde paga, citem algum ai que eu quero ver se vão achar.

    E outra, esse papo de exploração também não cola, me falem ai como que os PASSA PALAVRAS sao remunerados, quem paga pra eles escreverem aqui, abram a planilha ai também, quem financia? Escrevem de graça? Então é exploração? São funcionarios de quem? quem banca a comida de quem escreve aqui? Empresas? O Estado? Muita hipocrisia.

    Se vocês viram o balanço do fde, somente 6% dos recursos que movimentam a rede são provenientes de verba pública, deveria ter MUITO MAIS pelo tanto que trabalham, 6% é muito pouco perto da correria e doação dessa galera.

    Ai o Ricardo pergunta pra onde foi essa grana, o cara deve ser CEGO ou MAL INTENCIONADO. Ja exprimentou entrar no google ou no youtube e digitar FORA DO EIXO, RICARDO. OLha o tanto de coisa que esses caras organizam, 300 grito rock, 200 festivais, 100 semanas do audivisual, 188 coletivos pelo brasil, etc etc etc, acha que isso da lucro? Vai pesquisar pra ver se da lucro, se ta facil assim, ao inves de exaltarmos o surgimento de uma rede dessa que vende almoço pra pagar a janta, tamo criminalizando? Essa é a esquerda brasileira?

    O inimigo é o Alckmin, o PSDB, O PMDB, a POLICIA, essas coisas, vcs ja viram o FDE perto desses caras?

    Duvido.

    Agora toda hora vejo os fde perto dos indigenas, dos povos de terreiro, do MST, da marcha mundial das mulheres, dos cineclubistas, da agencia solano trindade, da cooperifa, do pombas urbanas e mais centenas de movimentos de periferia em TODO BRASIL é so pesquisar.. Isso nao conta? Então qual a relação mafiosa desses movimentos com o FDE?

    Coloque ai então porque tem movimentos de periferia de periferia são parceiros dos caras. Tão se vendendo ou simplemsnete tão vendo de perto como funciona?

    E outra, pq ninguém aqui assume publicamente as criticas ao cfe? Pq só pseudonimos vem aqui falar? Medo? Medo de que? quando os caras retaliaram alguem? Citem exemplos ai pra sabermos da veracidade disso, tudo balela e converssinha, fofoquinha.

    Eu também estudei o circuito, fiz pesquisa sobre e tento não ser leviana ao colocar as minhas questões. Vcs deveriam fazer o mesmo.

  15. Taiguara em 23 de fevereiro de 2013 22:07 

    Flávia Monteiro,

    Acho que está havendo um equívoco aqui. Não me parece que o artigo fundamenta-se numa suposta falta de transparência para proferir sua crítica ao FdE. Seguir por este caminho seria desviar-se do assunto principal. Também não se fala de movimentações ilegais, corrupção, nada disso. Se fosse por aí, aliás, seria uma crítica bastante limitada.

    O texto diz que o FdE é uma empresa, e deixa sugerido que, enquanto empresa, não pode servir aos movimentos e ativistas que se pretendem anticapitalistas. É uma discussão que tem um recorte, destina-se a este público, que em geral é leitor do Passa Palavra.

    Aos moralizadores do capitalismo é que interessa saber se o FdE é ou não é transparente, ético, sincero, e coisas deste tipo. E isso muitos vezes parece escapar aos próprios anticapitalistas críticos do FdE.

    Outra coisa que vc disse que me parece também bastante equivocada, e que é consequência dessa primeira. O fato de um pesquisador fazer uma pesquisa baseada numa bibliografia disponível em uma biblioteca pública faz desta pesquisa uma pesquisa menor? Ou só pode ser considerada boa pesquisa aquela que acessa documentos ocultos, criptografados, faz escavações arqueológicas? O que pode ser questionado é a interpretação e as conclusões que são extraídas de uma certa informação, mas não o fato de esta informação ser ou não ser pública. Mais uma vez, lança-se mão de um artifício retórico que não ataca o cerne do problema.

  16. Joanne Martins em 23 de fevereiro de 2013 22:35 

    O Manolo esta confundindo o Caixa Coletivo do Fora do Eixo com o Banco Imobiliário. 2 mil jovens que comem, vestem, viajam, produzem midia não RECEBEM EM CUBO CARD, não recebem em moeda de mentirinha, tem acesso em cada Casa ao dinheiro captatado por todo o CIRCUITO e fazem uso dele dentro dos critérios acordados COLETIVAMENTE. Essa é a MAGICA!!!

    A moeda, o Card, é complementar. Ou seja, o Circuito Fora do Eixo financia A VIDA TODA dos seus integrantes. Exatamente o que os movimentos da ESQUERDA italiana e francesa mais avançada colocam hoje! Na linha de todos terem ou uma “RENDA MINIMA” ou terem o basico coberto e ainda a possibilidade de usarem o Caixa Coletivo para necessidades individuais, desde que acordadas pelo coletivo.

    Financiar a vida toda e não assalariar! Essa é a revolução. Isso é politico!

    O Circuito capta recursos de várias formas, todas absolutamente legitimas (seja Edital, seja serviços prestados, seja apoio direto de uma corporação, como fazem TODOS os ativistas, em qq lugar do mundo etc. ). Onde está o problema aqui?

    Sendo que TODOS os eventos FDE são GRATUITOS (foram pagos com a grana dos Editais, empresas, serviços e OFERECIDOS gratuitamente), além disso a Rede REDISTRIBUI os recursos POR TODOS da rede: todos vivem APENAS E SOMENTE DO CIRCUITO FORA DO EIXO.

    Essa é a diferença. Não tem que se ASSUJEITAR a emprego assalariado!!!

    Essa é a “revolução”! Isso se chama AUTONOMIA.

    Aliás ja que todas as informações postadas pelo PASSA PALAVRA sobre o Fora do Eixo, inclusive as referentes as FINANÇAS como coloca a Flávia Monteiro são disponibilizadas pelo próprio circuito na INTERNET seria muito bom solicitar aqui também que os ACUSADORES de falta de transparência e de EXPLORAÇAO DA GRATUIDADE DO TRABALHO postassem suas contas e formas de sobrevivência aqui.

    1. Como o Passa Palavra mantem este SITE? Com textos escritos GRATUITAMENTE? Quem FINANCIA este site?

    2. Os textos do passa Palavra são anônimos, mas seria muito importante nos perguntarmos como os seus autores ou autor vivem, do quê? Tem emprego fixo? São assalariados? Recebem de algum partido ou grupo? Como se mantem?

    3. Quem COMPRA, PAGA, OU SE APROPRIA do tempo dos colaboradores do Passa Palavra e quanto custa?

    Seria muito importante termos essas informações para começar a entender o que está acontecendo aqui.

    Por que a criminalização do trabalho COLABORATIVO é o discurso da direita como já disse e repito. Exploração do Comum sempre existiu! Filiar o Fora do Eixo a “exploração” de 2 mil jovens, que estranhamente não SE SENTEM EXPLORADOS, que precisam que o PASSA PALAVRA os informe disso (risos) é surreal!

    O Fora do Eixo não é o Google! Pois nem eu nem ninguem que usa o Google, postando, usando suas ferramentas e assim aumentando seu valor no mercado VIVE, come, viaja, paga as contas com os recursos do Google que captaliza tudo e não “redistribui”

    Já os 2 mil jovens que vivem no e do Circuito Fora do Eixo tem total autonomia. REVERTEM o trabalho coletivo para o COLETIVO!

    Esse é um erro CRASSO do artigo do Passa Palavra. Primário mesmo em filiar o Fora do Eixo a “exploração 2.0” !

    Ou então os PONTOS DE CULTURA, AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS, OS INUMEROS ARRANJOS QUE HOJE encontraram saidas pelo COOPERATIVISMO, pela organização do trabalho coletivo, pela AUTONOMIA e que estão realmente experimentando e se arriscando nesses arranjos teriam que ser todos CRIMINALIZADOS como exploradores.

    O Passa Palavra ouviu cantar o galo do Captalismo Cognitivo e pegou a onda errada! Elegeu o inimigo ERRADO!

    Isso é a velha esquerda : desqualificando os mais próximos, disputando influência e poder. Detectando um grupo novo e potente, capaz de OCUPAR, problematizar os velhos discursos requentados e partindo para a desqualificação!

    Não é a toa que o MST, a UNE, os Pontos de Cultura e tantos outros movimentos estão cada vez mais próximos do Fora do Eixo. Essa é a nova configuraçao da esquerda e dos que tem coragem de viver os desafios do presente.

    O resto é o velho discurso da impotência, da difamação e da desqualificação.

  17. Flavia Monteiro em 23 de fevereiro de 2013 22:50 

    Taiguara,

    Uma coisa nãõ inviabiliza a outra. Tem vearios debates acontecendo ao mesmo tempo, tanto no texto postado quanto aqui nos comentarios.

    Com relação a sua questão, o Fred Maia já fez a provocação la em cima e repito aqui:

    “Realmente é preciso esclarecer isso tudo, ja que dentre os preceitos da tal “empresa capitalista” o passa palavra esquece de dizer que essa “empresa” tem caixa coletivo, divide casa entre seus “sócios”, divide a comida, a roupa, o dinheiro, desenvolve moedas complementares, cria varias crianças coletivamente, tem centros de formação política, tem um celta velho pros “corres”e etc. Qual a diferença por exemplo para as fazendas do MST? e para o próprio MST? Qual a diferença entre a Florestan Fernandes e a Universidade Fora do Eixo? Qual a diferença do sustento tirado dos acampamentos e de um caixa coletivo que redistribui igualmente os recursos que entram na organização? Gostaria de entender onde o assentamento do MST se difere da lógica de uma CASA FDE! Onde que tem exploração nas Casas Fde? Cite exemplos claros disso. Se tem exploração na casa, que divide igualmente os recursos, existe também nos acampamentos do MST? E com relação a esse auto sustento, o que é mais digno? Construir um caixa coletivo e dividir os recursos igualmente ou ser funcionário publico e ser funcionário dos Frias? Muitos dos que escrevem os textos do passa palavra são funcionários públicos ou de empresas que pagam a suas contas, e nessa lógica financiam seu ativismo. Como fica o Ativismo e o Trabalho nessa? So da pra ser ativista de fim de semana e de horas vagas? Ativismo de terça e quinta? Como equaciona isso? Sou funcionário dos outros e so posso ser ativista de terça e quinta, é por ai? Os FDE se autoexploram então? Por livre e expontânea vontade, eles moram nas casas fde e mesmo assim se auto-exploram e quem é funcionário dos outros é que ta certo? Muito confuso pra mim isso tudo!”

  18. Flavio em 23 de fevereiro de 2013 23:05 

    “quando os caras retaliaram alguem? ”
    essa Flavia estudou a fundo mesmo o cfe rssss

  19. Breilla em 23 de fevereiro de 2013 23:32 

    “Choque pesadelo” é levíssimo diante desses termos:

    “Dancinha da cabeça: Acenar assertivamente com a cabeça durante falas ou reuniões, em concordância ou discordância ao interlocutor. A dancinha da cabeça não representa a automatização de pensamentos, pois provém de um extenso diálogo prévio acerca do assunto. Ex. Enquanto ele apresentava o modo de organização do Fora do Eixo, o grupo, de acordo, fazia a dancinha da cabeça o tempo todo.”

    ou então

    “Contaminar: Contagiar alguém, ou um grupo, através da profusão das ideias as quais o interlocutor acredita. Ex: Contaminamos a galera que estava na palestra e eles compreenderam as ideias apresentadas. A contaminação também pode ser negativa quando a pessoa possui “conflitos picaretas”. Ex: Aquela banda insatisfeita contaminou as outras bandas com seus conflitos picaretas. Ler também “conflito picareta”.”

    Os contaminados (que pra mim, são os ludibriados) são muito. E tudo neste verbete é muito autoexplicativo: o ser humano de hoje está tão carente, que basta falar aquilo que se quer ouvir, que ele já deita na cama.

    Agora eu pergunto: será que os “conflitos picaretas” são SEMPRE “conflitos picaretas”??? Qual seria o referencial para classificar um conflito pertinente ou não??? Bom, como tocaram no assunto sobre a questão antropológica da cultura, nada mais básico na matéria do que saber que esse tipo de valoração leva em conta indivíduo, contexto e sentido, não é mesmo? Ou realmente, somos TODOS IGUAIS??? sinceramente e infelizmente, não vejo muita igualdade social no mundo, consequentemente, impossível garantir igualdade de demandas, não é mesmo? Aaahh, e não foi por isso que surgiu a democracia??? Nossa, é mesmo.

    Por esse viés, podemos pensar que “contaminar” seria basicamente, impor um ponto de vista de maneira sutil, não é mesmo? Pra mim, conflito picareta MESMO está em querer padronizar opiniões, colonizar pensamentos, nivelar por baixo questionamentos, apagar a chama a transformação através do real discernimento a respeito do contraste.

    Esse “contaminar” me parece tarefa de jesuíta demais! Coisa da idade média. Quem perde? A reflexão.

    (Queria ver a porcentagem de “dancinha” negativa pros discursos do Capilé. Pra quem se julga juventude 2.0, flexível e libertária, estamos indo bem. institucionalizando a concordância/discordância (e outras coisas mais) = #fascismofellings. Será que a “grande patrocinadora”, apoia práticas como “choque pesadelo”? ÓH!)

  20. Breilla em 23 de fevereiro de 2013 23:49 

    Estar conectado com movimentos como UJS, UNE e CUT significa estar “antenado” com a conjuntura histórico-politica do país, ou significa “estar de brincadeira”?

  21. Ricardo em 23 de fevereiro de 2013 23:58 

    Flavia Monteiro,

    Por que então os caras da FDE tiraram os termos do glossario, por que acharam melhor de um dia para o outro ou por causa da repercussão negativa que o artigo teve? Desculpe, Flavia, mas esta é uma justificativa para lá de tosca!

    Quanto ao resto do que você escreveu, vou apenas dar um “copy and paste” no que o Taiguara acabou de escrever acima do seu último comentário (já que o “copy and paste: quando alguém faz contra a FDE é errado, mas quando você faz, como fez no seu último comentário, merece ser levado em consideração…). Leia novamente, assim não precisaremos desenhar:

    “Acho que está havendo um equívoco aqui. Não me parece que o artigo fundamenta-se numa suposta falta de transparência para proferir sua crítica ao FdE. Seguir por este caminho seria desviar-se do assunto principal. Também não se fala de movimentações ilegais, corrupção, nada disso. Se fosse por aí, aliás, seria uma crítica bastante limitada.
    O texto diz que o FdE é uma empresa, e deixa sugerido que, enquanto empresa, não pode servir aos movimentos e ativistas que se pretendem anticapitalistas. É uma discussão que tem um recorte, destina-se a este público, que em geral é leitor do Passa Palavra.
    Aos moralizadores do capitalismo é que interessa saber se o FdE é ou não é transparente, ético, sincero, e coisas deste tipo. E isso muitos vezes parece escapar aos próprios anticapitalistas críticos do FdE.
    Outra coisa que vc disse que me parece também bastante equivocada, e que é consequência dessa primeira. O fato de um pesquisador fazer uma pesquisa baseada numa bibliografia disponível em uma biblioteca pública faz desta pesquisa uma pesquisa menor? Ou só pode ser considerada boa pesquisa aquela que acessa documentos ocultos, criptografados, faz escavações arqueológicas? O que pode ser questionado é a interpretação e as conclusões que são extraídas de uma certa informação, mas não o fato de esta informação ser ou não ser pública. Mais uma vez, lança-se mão de um artifício retórico que não ataca o cerne do problema.”

    P.S. Taiguara, “artifício retórico” é perfeito!!! As falácias formais são flagrantes dos discursos desse pessoal…

  22. Ricardo em 24 de fevereiro de 2013 00:16 

    Outra coisa, Flávia: circula a informação que muitos dos “parceiros” da FDE citados pelos seus comentários, gente da periferia, gente de fora da periferia, já percebeu o grande sofisma da FDE. Teve gente que investiu dinheiro num show no Ibirapuera, cujos aritstas, em troca, receberam 100 mangos cada um. 100 reais!! Será que o Lobão tocou de graça? Ahhh, mais é o Lobão… pois é… acho ninguém é otário aqui não!!!

    Afirmo: procurei na internet e não vi prestação de contas da FDE. Não vi transparência. Vejo só discurso hiperbólico, ad hominem raivoso, argumento de autoridade, recurso à ironia e outras falacias para justificar algo que pode até ser justificável, mas que não está disponível na rede. A matéria da Folha está nas planilhas? Mostrem as planilhas, todas elas! Se o Governo Federal faz isso, vocês da FDE podem fazer também. Divulguem as planilhas. Tornem-as públicas!

    Daremos o braço a torcer com a maior alegria se pudermos ver essas planilhas e recebermos explicações plausíveis sobre elas! Eu quero acreditar na FDE. De verdade! Vamos lá, mostrem!

    E por favor, parem de responder com falácias formais!

  23. Ricardo em 24 de fevereiro de 2013 00:22 

    Perceberam que a Joanne e a Flavia escrevem do mesmo jeito?

    Manolo, a sua frase é perfeita:

    “Não tem nada de errado em captar recursos. O diabo é captar em reais e pagar em cubo card.”

    Será que o Lobão recebeu 100 mangos e o resto em cubo card?…

  24. Caio em 24 de fevereiro de 2013 01:20 

    Observando essa discussão, me parece que a questão está resolvida.

    O artigo do PP não faz acusações nebulosas, não fala de corrupção, não faz denúncias de abusos pessoais, nada disso. (A publicação do Glossário apagado pelo FdE talvez tenha um pouco esse tom, mas o presente artigo não). O ponto deste artigo é simples: o FdE é uma empresa capitalista.

    Nos comentários, os membros/partidários do FdE retrucam as acusações, mas não veem problemas na forma como se dá a exploração capitalista dentro do FdE, por considera-la melhor do que nas demais empresas. A Flávia Monteiro, por exemplo, escreveu que não vê o capitalismo como inimigo: “O inimigo é o Alckmin, o PSDB, O PMDB, a POLICIA”. E o que o Fred Maia considera “muito confuso” é o fato dos trabalhadores aceitarem se submeter às relações capitalistas.

    Sobre o FdE ter relação com movimentos de periferia, indígenas, camponeses, etc. O fato de uma empresa buscar expandir seus negócios para o interior de movimentos populares não torna ela menos capitalista. Pelo contrário, essa pode ser uma estratégia bastante lucrativa. Este artigo é importante para leitores como eu, que tentam em algum nível construir uma perspectiva anticapitalista em sua militância, terem isso claro em sua prática.

  25. Leo Vinicius em 24 de fevereiro de 2013 02:06 

    Flavia Monteiro,

    Você cita um trecho de comentário do Fred Maia que já foi respondido aqui, e que em parte está respondido no próprio texto e em outros publicados neste site.

    A questão central da “crítica” (que na verdade é uma denúncia) ao FdE nos textos publicados neste site é que o FdE não é um movimento social (como o próprio comentário do Fred maia quer deixar transparecer), mas uma empresa. Vou colocar em caixa alta para que se entenda: O FdE é uma EMPRESA, um empreendimento capitalista (bem ou mal sucedido é outra questão). É isso que está sendo dito e mostrado.

    Foi apontado neste e em outros textos o mecanismo econômico de exploração do FdE. E claro que não vou tentar repetir a análise num comentário.

    O impressionante é que o FdE, ou pelo menos algumas pessoas em torno dele, se utilizam de um discurso teórico sobre pós-fordismo e capitalismo cognitivo (retirado de Negri e cia.). E é justamente esses aportes teóricos que nos indicam que hoje em dia o empreendimento capitalista tende a se caracterizar por capturar fluxos de fazer pré-constituídos e extrair valor econômico deles 9que é exatamente esse texto mostra que o FdE faz), e que o que produzimos fora do tempo de trabalho também produz valor econômico. Ora, o FdE é um excelente exemplo de empreendimento pós-fordista, praticamente um tpo ideal. É tão pós-fordista que não se apresenta formalmente como uma empresa.

    Para quem com sinceridade é amticapitalista algo básico é distinguir um movimento social de um empreendimento capitalista.

  26. Akyky em 24 de fevereiro de 2013 02:47 

    Bom,

    convivi e participei de ações do Fora do Eixo em Macapá e a lógica é exatamente essa: uma empresa que se apropria do de alguns elementos discursivos de esquerda, inclusive do anarquismo (quando fala em autogestão, por exemplo).

    No entanto, existe sim uma distinção muito clara entre os que pensam e aqueles que executam as atvidades de tal rede. É o que no Amapá eles chamam de núcleo duro e no glossário aparece como Núcleo Durável. Os últimos tem muito mais acesso à informações e aos benefícios de se participar da rede, como por exemplo de viagens para divulgar sua produçào artística. Essa divisão, ao menos por lá, era baseada em um suposto esquema de meritocracia (nada mais capitalista e avesso à autogestão).

    Falar em autogestão e transformação social e ao mesmo tempo ocupar cargos em secretarias. ministérios e nos tais conselhos de cultura, que nada mais são espaços de acomadação e cooptação das lutas simplesmente beira o ridículo. Bancados pelas “progressistas” Vale e Petrobrás então… É só dar uma pesquisada nas maravilhas que essas empresas fazem aos seus trabalhadores, às populações atingidas pelos seus empreedimentos e ao ambiente para perceber que tipo de transformação pode sair dessas parcerias. Dizer que o FdE está “hackear a Vale pra criar mais consciencia ambiental neles mesmos e na sociedade?????” seria insano, senão fosse pernicioso.

    Isso explicaria, entre outras coisas, o fato de FdE Ambiental do Amapá (ou outro nome que o valha) tentar resgatar um parque zoobotânico ao invés de lutar contra exploração mineral e hidrelétrica no estado, levada à cabo inclusive pela Vale???

    Um movimento social que se diz autogestionário ser bancados por empresas, apresentar uma rigida divisão entre dirigentes e dirigidos e, além de tudo, ocupar cargos de chefia em governos, seja de que cor forem, não me parece dotado de muita coerência. São práticas tipicas de uma esquerda que vem assumindo o poder em muitos lugares e das empresas para quem essas mesmas esquerdas trabalham. Sem se escudar sob o manto de movimento social. Podiam ao menos mudar o nome para Fora do Eixo Corporation.

  27. Mario em 24 de fevereiro de 2013 03:43 

    Só para esclarecer: um local afastado do centro mas que é frequentando por gente da USP, filmado pela TV cultura e noticiado pela Folha de São Paulo não é periferia nem dá origem a movimentos periféricos. Isso é periferia somente na cabeça dos praticantes de yoga.

  28. Joanne Martins em 24 de fevereiro de 2013 03:50 

    Caros estou aguardando a postagem de hoje 23/02/2013 enviada as 16h e ainda não postada! Quando são textos de defesa do Passa Palavra entram imediatamente. Quando são criticas os textos são embarreirados? O site também registra os horários das postagens alterados. Por que?

  29. Joanne Martins em 24 de fevereiro de 2013 03:53 

    Caros estou aguardando a postagem enviada em 23/02/2013 as 16h. Quando são defesas do Passa Palavra os textos entram imediatamente quando são criticas não! O que está acontecendo. Os horários da postagem também são registrados errados no site. Aguardo a postagem enviada.

  30. Pedro Punk em 24 de fevereiro de 2013 04:21 

    Vejo que a grande questão é o fora do eixo usar mobilizações contruidas fora dele para divulgar a sua marca. Acho que as críticas feitas aqui são exatamente pra o pública anti-capitalista que tem que SIM ficar mto ligeiro com o FDE. Tenho minhas criticas ao passa palavra, eles sabem mto bem que não gostei da forma como os primeiros artigos foram lançados mas em momento nenhum critiquei o conteudo, apenas gostaria de ter sido avisado que a bomba ia estourar. Mas o tempo me mostro que acabou sendo acertado pois um dos primeiros a denunciar o FDE como um partido com programa oculto esta no corpo docente da uniFDE nesse exato momento.
    E pq textos assim são importantes para o movimento autonomo/horizontal/anarquista/apartidário/etc pq existem pessoas, como esse camarada ai que não merece ter o nome comentado que por ter tido algum histórico no movimento autonomo fica tentando “recrutar” gente nossa pra vcs. E assim, é bem clara a pratica de tatica 2 por parte do fora do eixo tb. O irmão ai, por sinal, colocou a menina do FDE que tava ficando pra dentro da ocupação da FUNARTE e em menos de 15 minutos a moçinha tava na reunião da comição de segurança. Pouco tempo depois o Zé Celso apareceu e tentou dar um tapetão no movimento disfarçado de “aquecimento”, manobra mto boa, por sinal. Conquistou meu respeito e minha não conexão com esse grupo, e é sobre a não conexão que quero falar.
    Com o fora do eixo n se conecta. Não temos, em momento algum como militantes anti-capitalistas nos conectar. A rede funciona como uma maquina de construir espetáculos e a cada segundo de atenção eles divulgam a marca e ganham a possibilidade de transformar esse espetáculo em capital político para ganhar um edital, consquistar uma pareceria com algum movimento social desprevinido, partido político preciando de um UP na comunicação e de uma “cara jovem” e empresas (é logico). Temos que deixar claro para todas as pessoas proximas da nossa visão de transformação do mundo que ao dar qualquer trabalho militante proximo ao fora do eixo o msm vai transformalo em imagem e assim aumentar a sua aparência. Então, pra ser propositivo, o primeiro passo é a não conexão. Evite até conversar com gente da rede, qualquer informação pode servir ao caras, vamos a um exemplo.
    Esse camarada ai, de que falei, me disse por exemplo que o “choque pesadelo” não é assim UMA conversa. É diferente. como o glossário diz é uma conversa que busca levar a pessoa a mudar de ideia um “papo reto”. E de fato, tdos gostamos de um papo reto, eu tb gosto, sem papo reto n há vida. MAs o lance é que se vc n muda de postura, ou seja, não abandona a sua crítica, vc fica sendo hostilizado por “papos retos” tda hora. isso ai tem outro nome pra mim. Fico imaginando o que é morar em uma casa que é coletiva, onde eu n tenho posse nem das minhas roupas eu fico recebendo papos retos sempre por falar o que eu penso. Isso faz eu me lembrar do tempo em que trabalhei em abrigos para menores (que por sinal também tinham que dividir as suas pessoas de roupa) qdo coisa parecida acontecia, a vitima dessa violência quase sempre fugia. O choque pesadelo é isso: ou se alinha ou sai fora. é simples. O julgamento se isso é certo ou não fica com vc. trabalhar com gente que discorda de tdo que se ta fazendo dentro de um coletivo realmente é um saco, o lance é o que fazer com isso.
    Sobre o caixa coletivo eu tb fiquei sabendo de umas paradinhas. ai vou contar uma história (adoro contar historias). Qdo eu conheci o Pablo Capíle reparei que ele usava um termo que achei mto interessante: “lastro”. e o que é lastro capilé? perguntei. Lastro é quem fala que faz e faz, qto mais vc faz nda rede mais lastro vc tem. Quem fala e não faz é profeta. Puxa! que legal pensei enquanto tomava uma cerveja de graça no studio SP depois de uma reunião convocada da ultima hora pra dicutir “os rumos da marcha” (mas essa reunião é conversa pra outro dia) voltemos ao lastro. Fiquei sabendo que a quantidade de $ que vc pode pegar do CX coletivo e medida pela quantidade de lastro que vc tem, pouco lastro pouco dinheiro. Queria saber se a informação procede? Fiquei sabendo que rola até um programa chamado “organotec”. é quente? Pq isso é meritocracia 2.0
    Tb sei o seguinte: tda pessoa que ta afim de fazer um trabalho academico sobre o FDE é altamente bem tratada, afinal ser amigo de quem vai falar de vc sempre ajuda.
    Então esse toque é pra vc anti-capitalista, que ta na pegada de ver brasilia pegando fogo entre outras utopías. Não faça conexão com os caras. Eu fiz e me arrependo brutalmente, quase todos os dias. Não vai pensando que o movimento tem algo a ganhar com essa pessoa legais e descoladas ( e que tem um vocabulário super legal) dispostas a ajudar fornecendo todo uma estrutura sem fazer o debate político (fala do fora do eixo em reuniões pré 15O). Não vai. é soh divulgar a marquinha deles, mostrar na posTV e o baixo clero deles poder falar pra os amigos no bar (ou no domingo na casa) o qto eles são fodas ou pra o capile falar pra dilma o qto eles são fodas. é soh isso. e como eles fazem isso. Se vc leu tdo que tem ai pra cima vai entender que lá “a moeda é o tempo”. E tem um monte de gente, tipo umas duas mil com mto tempo pra controlar a comunicação do role, é ai que ta a chave da divulgação da marca. Eu sei que é vc que trampo e fica no role de dar seu corre, mas eles vão fazer parecer que foram soh eles e mto dificilmente vc vai conseguir fazer algo a respeito.
    E sim meus amigos, eu milito de graça, olha soh que maravilha!.. eu tanto milito de graça que ja fui mandado embora pq faltei pra militar e paguei moh veneno. Eu me sinto explorado? não.ME arrependo? não. Como poderia entender que algo contribui para a emancipação dos povos possa me explorar? não né, é simples. O que sera que os ex BBB’s da casa mais famosa dentro do eixo falariam? sera que eles se arrependem, procure as cartas abertas de alguns deles na internet e vc saberá. tem uma de um casal que foi retirado da rede depois de ter um filho que é particularmente revoltante, pena eu n ter o link aqui.
    A gente milita pela simples vontade de ajudar a trazer tijolos pra essa casa que chamamos de revolução social. Vc n faz nda querendo meríto, embora eles existam: o mérito de fazer bons amigos, o mérito de bater de frente com o poder, o mérito de aprender mto, as vezes rindo e as vezes chorando também.
    O fato é que embora os defensores do fora do eixo não queiram, a noção de que esse partido empresa com programa oculto é contra revolucionário (não encontro outro nome) soh aumenta, felizmente.
    E não me venham com essa conversa de que pagam, pq não pagam. essa semana msm conversei com uma fotografa que não ganhou “nem um cubo card se quer por um monte de trabalho” que fez, e ta tdo lá em um dos milhoes de sites que vcs tem. por sorte depois de mto conversar acho que vcs tem uma trabalhadora a menos =D
    é isso ai… fiquem tdos bem. Para as pessoas do FDE tomara que vcs não sofram com mtos “choques pesadelos” e que depois do trauma vcs achem um terapeuta que aceite cubocards.

  31. Pedro Punk em 24 de fevereiro de 2013 04:29 

    e soh mais uma .. além do PSDB do DEM o PT é inimigo também…

  32. Titanic já ruiu em 24 de fevereiro de 2013 04:51 

    Fred Maia, Joanne Martins e Flavia Monteiro estão simplesmente reproduzindo a groselha que o FDE passou a martelar nas redes sociais desde meados de 2012: seria um movimento social, o “movimento social da cultura”.

    Fred não, mas Freud explica: quando a pessoa tem que fazer propaganda todo dia de que ela é alguma coisa, tudo indica que não seja. Já alerta o dito popular, quem é não comenta.

    Depois de se apresentarem como “fora do eixo” – e logo virem para o coração do eixo econômico Rio-SP. Como “circuito independente” – e logo monopolizarem o circuito todo e hoje servirem de escada pra Globo e cia. E depois de tentarem se apresentar como “partido da cultura (PCult) – e sentirem que a ideia de partido não seduzia mais jovem algum. Eis que passaram a se apresentar como “movimento social”: bingo! A ideia de #Rede tambem tem sido utilizada com esse mesmo cinismo.

    Quem iria contestar a legitimidade de um “movimento social”, uma #Rede, ainda mais um movimento social da “juventude”, da “música” e da “cultura”? Que mal tem nisso?

    Dois coelhos numa cajadada só: por um lado ficariam cada vez mais livres pra expropriar qualquer iniciativa simbólica de rebeldia dos jovens, artistas e movimentos autênticos: cena independente, liberdade, cracolândia, guarani-kayowá, russomano, amor, chacina, sem-terra, chinelão etc. Ao mesmo tempo, justo no momento que avançam sobre governos, pairariam acima de qualquer suspeita no aumento do desvio de grandes parcelas do dinheiro público para os seus caixas privados: tudo seria avanço do movimento, do ativismo, da democracia e da liberdade! “E viva o movimento!”, como diz o dom Capilé todo santo dia no seu facebook.

    Por isso são tão importantes esses textos do Passa Palavra, que desnudam toda a lógica e o modo de funcionamento do pool de empresas FDE, e a importância de avançar também na revelação sobre os nomes dos outros empresários e gestores envolvidos – que dão a devida mesada aos Pablitos e Torturras. Também a forma específica como cada um deles alimenta e tem se beneficiado do esquema.

    É por isso que não veio e não virá, da parte do Fred Maia, da Joanne, da Flavia, nem de ninguém mais do FDE uma palavra sequer sobre os empresários, os gestores e as outras empresas que tem se beneficiado desse esquema. Como os termos sumidos do glossário FDE, nem esses empresários nem os seus caixas existem.

    Como explicar enquanto avanço do movimento social a abertura de tantos Studios SP em tão pouco tempo no eixo Rio-SP? Como explicar esses jornalistas e intelectuais de meia tigela que colaram suas marcas no FDE, sequer passam perto das Casas FDE, mas que acumulam aos seus salários de professores universitários e empresários um sem-número de verbas de projetos, seminários, fóruns, consultorias, institutos, observatórios, cyberconferências etc? Avanço do movimento bancário, só se for.

    Tampouco falarão nenhuma palavra sequer sobre as manipulações privadas de editais públicos citadas acima em comentários anteriores. Me parece que ninguém criticou a existência de editais públicos, mas sim a sua manipulação (em privado) favorecendo certas empresas e grupos econômicos. Mas não, eles são “ativistas” e “movimento”. É como investir dinheiro em “amor”. Ora, faça-me o favor! O que os jovens trabalhadores e os verdadeiros movimentos sociais tem a ver com isso? Porém, se eles são mestres em fazer mapeamento, ahhhhh nós também somos e está tudo sendo mapeado. Vão seguir brincando pra ver?

    Fred e Flavia Monteiro, que de bobo não tem nada, insistem em tentar colar a imagem do FDE em movimentos como o MST e outros tantos mais – seguindo a estratégia cotidiana de Dom: “toda hora vejo os fde perto dos indigenas, dos povos de terreiro, do MST, da marcha mundial das mulheres, dos cineclubistas, da agencia solano trindade, da cooperifa, do pombas urbanas e mais centenas de movimentos de periferia em TODO BRASIL”. Que lindo, né?

    Sim, Fred e Flavinha, essa é a estratégia central que Pablo e seus comparsas estão tentando fazer colar artificialmente todos os dias nas redes nacionais. Apostaram e ainda apostam que todo mundo ao redor é trouxa.

    Mas um dia a casa cai e CAI GRANDÃO!

    Pode escrever o que eu tou falando: já começou a cair, playboy.

    Essa mania de achar que pobre é trouxa, que índio e negro é trouxa, que artista é trouxa, que a periferia é trouxa. Vai apostando. Quem continuar se prestando a colar sua imagem nesses caras, mesmo que só pelas redes sociais, a oferecer a legitimidade que eles não tem, em troca de holofote, dinheiro ou de cubocard: não importa, será cobrado e arrastado pra lata de lixo da história junto com essa escória.

    Quem for tão esperto quanto oportunista que pule logo fora desse Titanic. O Castelo de cartas já começou a ruir, por dentro e por fora do eixo. Alguém duvida?

    Quem insistir na aposta, que arque com todas as suas consequências a partir de hoje.

  33. Diogo Madi em 24 de fevereiro de 2013 07:28 

    Mas aí, Flávia Monteiro, com relação a essa questão, o Dendê Rio-SP fez uma outra provocação que eu gostaria de repetir aqui:

    “Como entra os Alexandre Youssef e companhia nesta sua bonita história, Fred Maia? As várias casas noturnas das quais ele é sócio, em SP e no RJ, também são como assentamentos do MST? Ele é uma liderança das ocupações dos sem-baladas, dos sem-copos? E os FdE não tem nada a ver com isso?
    Bolar edital cultural pra Vale do Rio Doce está para os FdE como qual ação dos sem-terra da Amazônia está para o MST? Estão hackeando ou cooptando a Vale do Rio Doce pra defesa do Xingu?
    Se continuar levantando pontos assim, a história vai saindo só pior que a encomenda.”

  34. Flavia Monteiro em 24 de fevereiro de 2013 09:47 

    Sobre Alexandre Youssef você pergunte para Alexandre Youssef, o Fora do Eixo organiza simplesmente uma noite la as terças feiras, da mesma forma que a Agência Solano Trindade tem lá também seu dia, e que varios artistas se apresentam por lá, desde Criolo, a Emicida, a Kamau, Veja Luz, e centenas de varios outros que tocam lá ou que organizam noites. Onde está o mal nisso? Expliquem. Eu não consigo ver onde está o problema nisso.

    Nas minhas pesquisas vi também que desde 2004 falam que a Casa dos caras vai cair, e de lá pra ca o numero de casas só aumentou, e não para de aumentar incrivelmente, na contramão dessas “mães dinás” que ano após ano declaram que a CASA DOS CARAS vai CAIR.

    Outra coisa é que tem pessoas me dizendo que o Passa Palavra está censurando alguns comentários em defesa do FDE, coisa feia isso, edição tendenciosa é o cumulo.

    Pedro Punk você ta desinformado, caixa coletivo é igual pra todo mundo, não tem essa deum poder pegar mais que o outro, são as mesmas contas pagas e os mesmos recursos, para de inventar.

    O Fde não ta colando imagem com ninguem, o FDE relata fatos, ontem estavam com o MST, com a UNE, anteontem com os Povos de terreiro, na Semana passada com os movimentos de Periferia, na retrasada COM indigenas, e etc etc etc, só quem pode dizer se isso é apropriação são os proprios movimentos que também estão proximos, e até hoje não vi nenhum desmentido desses movimentos com relação as parcerias com o FDE, alguém ai viu? Mst desmente? Pontos de Cultura desmentem? Solano Trindade desmente? Povos de Terreiro desmentem? Cade? Mostra ai!

    Outra coisa, se o FDE quisesse ganhar grana, não seria junto com os movimentos sociais que eles fariam isso né, poderiam ficar ficados so na musica e a partir de la virarem mega empresarios da maior rede de musica do MUNDO, ganhariam muito mais dinheiro e teriam muito menos dor de cabeça. É burrice achar que os caras tão nessa de caixa coletivo, moeda complementar e casa coletiva pra ganhar dinheiro, é estupido pensar desse jeito.

    E quem acha que a casa vai ruir, que é castelo de cartas e etc, primeiro que não entende que o FDE não nasceu ontem, ja tem 10 anos, e segundo que se acham que a casa vai cair tem que sair mesmo, nao se aproximar, correr, cada um faz o que bem entender.

    E digo novamente, tão censurando posts e isso é uma babaquice!

  35. Ricardo em 24 de fevereiro de 2013 14:49 

    Muitos dos quais a FDE cola sua imagem estão insatisfeitíssimos. Como eu escrevi antes, teve gente citada acima, por defensores da FDE, que tocou quase de graça no Ibirapuera, e ainda teve que gastar uma grana preta para poder ajudar a organizar e tocar o show. Esta informação chegou até a mim por gente de dentro da quebrada, gente que confio, que já percebeu o sofisma da FDE.

    Não dá para ser capitalista pós-fordista, pós-moderno, e querer posar de anarco-socialista. Quem conhece, analisa e percebe o embuste, denuncia. Essa é a situação aqui no PP, no texto do PP e em muitos dos comentários que questionam as práticas da FDE. O discurso tem que combinar com a prática, se não, fica vazio e facil de se debelar. Esse, infelizmente, é o caso da FDE.

    Sem dinheiro, nesse nosso mundo atual, não se faz nada. A FDE não paga as contas de suas casas com moeda complementar. Ou paga? Acredito que todos aqui querem denunciar o capitalismo, acabar com ele e com o mal que ele gera. Mas não é arrecadando em reais e pagando a maioria dos artistas e produtores locais em cubo card que se faz isto. Isto apenas reproduz o capitalismo, maqueia ele com ares de anarco-socialismo, de autogestão, mas não é nada mais do que capitalismo disfarçado.

  36. Flavio em 24 de fevereiro de 2013 14:52 

    Flavia, explique exatamente como funciona o caixa coletivo, com exemplos e como que 2.000 pessoas participam dele. Obrigado.

  37. Joanne Martins em 24 de fevereiro de 2013 15:35 

    Lendo essa ADVERTENCIA abaixo do Passa Palavra fica claro o objetivo dos ARTIGOS aqui, Como fazem os partidos mais convencionais e a esquerda mais fisiologista : DISPUTAR MILITANCIA!

    O Passa Palavra ACUSA o Fora do Eixo de FALTA DE TRANSPARENCIA, mas não sabemos NADA aqui sobre quem banca o Site, os colaboradores, os editores, o web designer, os “animadores” dos comentários que CRIAM VARIOS PERFIS FAKES PARA ACUSAR DE FORMA PESADA E OFENSIVAS SEM TER QUE PROVAR NADA. Sob a capa do Debate entram aqui com a difamação pura e simples nos COMENTARIOS agressivos e ofensivos.

    O Passa Palavra ainda não respondeu:

    1. QUANTOS ativistas o Passa Palavra mobiliza? Quem mantem o site? GRATUIDADE? Quem financia essa brincadeira aqui? O mentor português do Passa Palavra? Algum Partido ou facção da esquerda Portuguesa?

    2. A Grana para manter o site vem de onde, de Portugal?

    3. Estão prcisando de mais mãos e pernas e tá dificil com esse discurso DATADO?

    4. O artigo DESQUALIFICANDO o Fora do Eixo é um INSTITUCIONAL do Passa Palavra, que pelo nivel DESPROPORCIONAL de distorções, malversações, equivocos teóricos, erros CRASSOS sobre a economia e forma de funcionamento do Fora do Eixo, REVELAM seu real objetivo aqui nos comentários, alguns deles infâmes e de baixaria pura.

    Passa Palavra: “Então esse toque é pra vc anti-capitalista, que ta na pegada de ver brasilia pegando fogo entre outras utopías. Não faça conexão com os caras. Eu fiz e me arrependo brutalmente, ”

    RESUMINDO, vamos dar um toque também ai pra militancia Passa Palavra ver se da um SALTO e MELHORA O DISCURSO, pois o interesse de todos é uma ESQUERDA FORTE e não esse tipo de manobra AUTOFAGICA, DETONADORA, DESQUALIFICANTE COMO FAZ A DIRETIA, O DEM E A VEJA, ao qual o PASSA PALAVRA ACABA SE FILIANDO AQUI ao escolher atacar a esquerda e os movimentos sociais e culturais, ao desqualificar os Editais Publicos, etc.

    UM ERRO CRASSO é achar que a palavra ANTI-CAPITALISTA é uma UNÇÃO MAGICA que resolve tudo.

    E aqui o erro conceitual é gravissimo. Pois as revoluções, a resistência não serão FEITAS DE FORA DO CAPITALISMO. Basta ler teóricos da esquerda contemporânea, de Foucault a Antonio Negri ou o italiano Maurizio Lazaratto.

    E mais importante que ler a Bibliografia é: Basta olhar pro MOVIMENTO HIP HOP, ECOLOGISTA, DE MULHERES, ESTUDANTES, ETC QUE BUSCAM VISIBILIDADE, QUE BUSCAM INTERVIR E MUDAR DENTRO DO CONGRESSO, QUE BUSCAM CONSEGUIR GRANA PARA SUAS CAUSAS SEJA COM CORPORAÇOES, SEJA COM EDITAL SEJA COM O QUE FOR. QUE USAM A MIDIA PARA FAZER ATIVISMO, exatamente como Fora do Eixo, MST, Pontos de Cultura, etc..

    DESDE QUANDO CONSEGUIR BOTAR UM ATIVISTA OU MILITANTE NUM CONSELHO DE CULTURA, NUM CARGO PUBLICO, NUM LUGAR DE DECISAO É ERRADO!?

    NAO A NADA DE ERRADO NISSO! ESSA É A LUTA DE TODOS: GENTE ESCLARECIDA EM TODOS OS LUGARES POSSIVEIS: POLITICO ATIVISTA, EMPRESARIO ATIVISTA, PROFESSOR ATIVISTA, MEDICO ATIVISTA!

    OS PASSA PALAVRA QUEREM MUDAR O MUNDO COM MEIA DUZIA DE ATIVISTA ESCREVENDO EM BLOG!!!!!! SEM BALA E SEM ESTRATEGIA PARA NADA! SEM DISPUTAR BRASILIA, SEM DISPUTAR EDITAL PUBLICO, SEM DISPUTAR MIDIA, SEM DISPUTAR CONSELHO MUNICIPAL, ESTADUAL, SEM DISPUTAR O CONGRESSO NACIONAL? SEM DISPUTAR O IMAGINARIO DA CIDADE COMO FEZ O FORA DO EIXO COM O EXISTE AMOR EM SP QUE LEVOU PRA CIDADE UMA PREFEITURA DE ESQUERDA!!!! ESSE É O CRIME?

    O QUE O PASSA PALAVRA FEZ?

    QUAL A ESTRATEGIA QUE LHES PARECEM COM MAIS CHANCE DE DAR CERTO? A DA INTERVENÇÃO OU A DA BOLHA?

    Estamos vivendo “As Revoluções do Capitalismo” de dentro dele. Não existe FORA do Capitalismo nas lutas anti-capitalistas. As mesmas ferramentas que servem para a exploração servem para a resistência e libertação.

    Essa é a NOVIDADE DO FORA DO EIXO! Por isso esse movimento fala não para a ‘BOLHA ANTICAPITALISTA” do Passa Palavra, de jovens que ficarão nessa ESQUERDA DA DEPRESSAO, JULGANDO, MORALIZANDO, ROTULANDO os demais movimentos que estão no mundo e na luta.

    Os movimentos como Fora do Eixo, MST, Pontos de Cultura, UNE, Ecologistas, Mulheres que eentenderam que as LUTAS SERAO feitas e estão sendo feitas de DENTRO DO CAPITALISMO. ESSES SAO OS NOVOS MOVIMENTOS, O PASSA PALAVRA É O MUSEU DA REVOLUÇÃO.

    “Não existe FORA do Capitalismo”, escreveu o filosofo italiano autonomista Antonio Negri, que utilizei na minha monografia e que acompanhei as palestras no Brasil.

    SER ANTI-CAPITALISTA HOJE É LUTAR DE DENTRO E POR DENTRO DO CAPITALISMO.

    O Passa Palavra tem prestado um desserviço a esquerda brasileira com essa OBSESSAO contra o Fora do Eixo. Não sabemos o nivel de treta pessoal, picuinhas, desentendimentos locais que levaram a esse FETICHE. Mas sem duvida existe sim!

    É realmente uma pena ver a energia de jovens e de uma militancia inteira jogados na lata do lixo da história.

    Nossos inimigos não estão aqui. O Passa Palavra não é O INIMIGO do Fora do Eixo e vice-versa. Esse artigo, esses comentarios acusatorios não fortalece nada, não avança em nada a disputa que interessa que é a de produzir autonomia e liberdade.

    As contradições, as fragilidades já são MUITAS sem esse joguinho NEFASTO de denuncias e acusações levianas.

    Entrei aqui achando que encontraria questões novas para a minha pesquisa s que pretendo levar adiante no Mestrado sobre os NOVOS movimentos politicos e achei que o nivel baixou muito, nos comentários, muita baixaria mesmo, o que torna as argumetnações bastante desinteressantes.

    BOA SORTE A TODOS: ao Fora do Eixo que continue esse trabalho e experiencia realmente inovadora.

    Ao Passa Palavra que saia da BOLHA, pois as lutas se dão no mundo real capitalista, não existe OUTRO mundo e é daqui mesmo que vamos fazer as mudanças e transformações essa é a NOVA UTOPIA.

  38. problema com Yousseff em 24 de fevereiro de 2013 16:07 

    A Flavinha afirma: “Sobre Alexandre Youssef você pergunte para Alexandre Youssef, o Fora do Eixo organiza simplesmente uma noite la as terças feiras, da mesma forma que a Agência Solano Trindade tem lá também seu dia, e que varios artistas se apresentam por lá, desde Criolo, a Emicida, a Kamau, Veja Luz, e centenas de varios outros que tocam lá ou que organizam noites. Onde está o mal nisso? Expliquem. Eu não consigo ver onde está o problema nisso.”

    Não, Flavinha. Há um problema sério nisso que você não consegue ver mesmo. Com o Fora do Eixo, pelas casas associadas, o Alexandre Youssef abocanhou um edital graúdo no final da administração Juca Ferreira no Minc.

    Agora, de novo, o Youssef quer integrar a comissão da Virada Cultural em São Paulo. E fazer negócio com isso. O Juca Ferreira já sinalizou positivamente, e disse também que pretende ajudar as casas noturnas da cidade.

    Quem levou a Agencia Solano Trindade pro Studio SP foi o proprio Fora do Eixo, e se ela vai pelo mesmo caminho deles, está errada também. Se eles manipularem edital público junto com o Alexandre Youssef, pior ainda.

    Criolo, Emicida, Kamau, Veja Luz são artistas ou bandas contratadas pelo Fora do Eixo e pelo Studio SP, que topam colar sua imagem na desses caras em suas casas noturnas, por mais ou menos dinheiro. No fundo, são quem realmente atraem o grande público – não a rede nem a proposta farsescas do Fora do Eixo, que por não ter legitimidade busca comprá-la com esses artistas.

  39. Passa Palavra em 24 de fevereiro de 2013 19:09 

    Apesar de o coletivo do Passa Palavra achar necessário que se debata o conteúdo de seus artigos, vários leitores chamaram nossa atenção para o fato de a polêmica na primeira parte deste ensaio ter feito a troca de argumentos virar troca de ofensas — envolvendo também o próprio coletivo do Passa Palavra, que até o momento não se havia manifestado sobre esta questão.

    Tendo em vista que nossos Aspectos de Organização Interna (
    http://passapalavra.info/?p=200) prevêm “Moderar preventivamente os comentários enviados pelos leitores, de modo a filtrar comentários fascistas e outros de extrema-direita, insultosos, obscenos,
    irrelevantes, publicitários, o lixo electrónico etc.”, optamos por moderar os comentários às duas partes deste ensaio para evitar que o debate perca o foco com agressões e insultos.

    Passa Palavra

  40. Marta em 24 de fevereiro de 2013 19:13 

    Sobre Youssef pergunte ao CAPILÉ ! Acabaram com o Casas Associadas, porque o importante é o mercado. E o Casas Associadas não seria mais prioridade pro FDE. Interessante saber que rolou um edital pro Casas… o que foi feito com a grana ? Porque o Casas Associadas morreu tem tempo… porque foi tiranamente cooptado pelo FDE

  41. Marta beijo prazamiga em 24 de fevereiro de 2013 19:25 

    ainda bem que este debate surge ! 1- Hackear = pegar $$$ público da Vale pra fins…. ? 2 – Desde quando a Esquerda em 2013 é o Fora do EIxo, UNE e Pontos de cultura… ??? 3 – Quem estava em SP em 2011 – assistiu o fora do eixo levar umas 15 pessoas para ir CONTRA O SOFT. LIVRE como política pública para internet no Brasil e ainda tem a cara de pau de falar em Cultura Livre !!!! 4 – Sabemos muito bem o que o FDE foi fazer em Brasília, nova casa financiada pelo Banco do Brasil (hackeado ?) E como o TITANIC falou.. #nopassaran

  42. Francisco Petrônio em 24 de fevereiro de 2013 19:44 

    Não existe caixa coletivo, em Minas tem o Circuito Mineiro de Festivais, que no ultimo ano a divisão de grana foi bizarra e nunca se presta contas. Quando presta tem uns valores e cálculos que só eles entendem.
    #PagaeuFDE

  43. Bruno Cava em 24 de fevereiro de 2013 20:01 

    Bom texto sobre a gestão de pessoas/produção cultural no modo 2.0, em certa medida apoiado sobre um outro da UniNômade (http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1886) Embora este novo patine em algumas questões, tais como a adesão do PassaPalavra à tese do ‘cultural turn’ funcional à higienização urbana, que é bastante limitada no escopo (na esteira de Otília Arantes e uspianos, atrasados 30 anos no debate). Ou, ao contornar as coordenadas da cultura no núcleo da produção de valor hoje — perdendo de vista assim as sobreposições íntimas entre cultura e política, produção e conflito. E aí, por isso, na conclusão, o texto termina por subestimar duplamente o que analisa, subestimando tanto o lado potente (fabulador de formas de vida, proliferante de pontos e redes produtivas transversais, construção “de baixo pra cima” da cidade) quanto o impotente (redução ao simbólico e “ressignificações”, publicidade e branding, cidade-empresa etc) do comum produtivo. Não dá pra negar o paradoxo do comum, o duplo rendimento de mediações enraizadas como o FdE. Admiti-lo, — sem cair na “ironia pós-moderna” ou irreverência achatada, onde tudo pode ser hackeamento e ser hackeado ao mesmo tempo sem qualquer problema — é o primeiro passo para conduzir esse debate a outro nível, desbloqueando a prática. Por outro lado, o texto do PassaPalavra não deixa de ser fundamental para continuar a reserva de senso crítico diante do “entusiasmo pós-rancor” ou da “fome desmedida por fazer”, e todos quantos argumentos que desqualificam quem está na praça armado da crítica ao capitalismo, apoiado nas lutas, moleculares ou mais orgânicas, “duras” ou “moles”. Esse texto, como outros, importa, sim, para manter o dissenso aberto, contra grupos de poder/afinidade interessados em abafá-lo, externa ou internamente. Externamente, com profusão de ruído publicitário, saturado de prêmios, confetes, coloridos, slogans e um inchamento exclamativo (amiúde com verniz acadêmico) de realizações mais modestas. Internamente, mediante consensos fabricados pragmaticamente de cima a baixo, à base de “desconflito”, “nivelamento do discurso” e, tô pasmado, “choque pesadelo” (http://passapalavra.info/?p=72971), entre outros termos sintomáticos do glossário oficial. Até aí tudo bem: mais do mesmo do funcionamento de qualquer empresa 2.0, como Google ou Steve Jobs. A coisa começa a ranger, no entanto, no momento em que o empresário/ONG se apresenta como mobilização política de transformação, e a seguir usa as credenciais para, de um lado, agenciar coletivos e mobilizações de luta, e de outro, angariar fundos com governos de esquerda. Mistura de febre ongueira e produtora cultural, com agentes que bem poderiam ser vanguarda leninista e executivos workaholics. O que no fundo pode ser vital, uma vez que se explora, sobretudo, a insatisfação, a criatividade e a rebeldia difusas contra-o-que-está-aí, num plano simultaneamente político e estético. Daí econômico, como arranjos produtivos que já existem pelos territórios das cidades e suas redes. O caso se agrava quando os interlocutores são sumariamente desqualificados, portando-se assim como bons e velhos empresários que contornam qualquer problematização repetindo soberbamente que conhecem como ninguém o negócio/ofício, e que não precisam de ninguém “de fora”. Ou exigem rigor empírico acadêmico, ou o esconjuram como teórico demais. Ou demandam visão insider, ou acusam de ressentimento quem já esteve dentro. Conhecemos bem o rosto dessa atitude autolegitimante. Discurso ainda mais cínico quando justificado porque vieram “de baixo”, de “fora do eixo”, no melhor arrivismo de autossuperação à la Silvio Santos. É o empreendedor criativo armado de PowerPoint e articulação de gabinete incapaz de responder a problemas desconfortáveis, senão defendendo-se moralmente. Mas a moralização mata o discurso em ambos os sentidos. Toda uma forma de agir e atuar aí se instala, bem no centro do que se coloca como alternativa de trabalho, cooperação e imaginação. Pretendo escrever mais sobre, prolongando linhas de meu último: http://www.quadradodosloucos.com.br/2856/o-mal-estar-da-cultura-livre/

  44. herbertao em 25 de fevereiro de 2013 17:10 

    Talvez o principal problema do FDE, como ja citado noutro comentario, seja o conjuntos das profundas contradições entre as ideias e a conduta/postura. De fato, a organização junta uma serie de ideias (embora nenhuma delas seja original ou criada por eles) muitissimo interessantes, revolucionárias, libertárias e utópicas. A tal “morte do autor” seria lindo se vivêssemos numa sociedade onde todos tivessem formação e educação. Seria uma alavanca pra evolução de todos. Mas na atual conjuntura, o único motivo pra aderir algo assim, é o de se apropriar da obra alheia sem ter custos ou correr o risco de levar um processo. A tal “pós-marca”, muito interessante como conceito que, em tese, tenta desvincular o produto de uma instituição ou de um proprietário. Porééémmmm, a prória FdE é uma marca, a prória “Pós-marca” é uma marca em si, tudo naquela casa tem uma marca, um logotipo…uma coisa muito contraditória, pra não dizer hipócrita mesmo. E mais um tanto de outras coisas, como, por exemplo, o fato de que nas origens propunham criar fortalecer um circuito musical alternativo ao eixo (olha o nome da organização aqui) RJ-SP. Onde estão intalados agora? E a proposta principal, ainda é sobre fortalecer o mercado musical alternativo fora do “eixo do mal RJ-SP”? Sem contar que o grupo que se afirma como libertário é na verdade autocrata e excludente.

  45. Quebrada quebrada em 25 de fevereiro de 2013 22:02 

    Roman, concordo que as pessoas não são burras, mas fiquemos ligeiros com as quebras, porque eles estão atuando lá já há algum tempo. Agência Solano Trindade, por exemplo, na Zona Sul…

  46. Que deselegante! em 27 de abril de 2013 22:36 

    Se é verdade que a revolução não será televisionada, o que pensar da pseudo-revolução que agora ganha a simpatia da maior rede de televisão do país, detentora dos maiores monopólios sobre os meios de comunicação?

    Nunca o Capilé insistiu tanto na publicação de alguma coisa em seu facebook como tá fazendo agora com a aparição do FdE num programa da rede Globo de televisão, no programa ação:
    http://redeglobo.globo.com/acao/videos/t/edicoes/v/acao-27042013-movimento-fora-do-eixo-integra/2541291/

    Mas ninguém da rede se questiona sobre esse apoiozinho, dessa simpatia toda. Com direito a Sandra Annenberg apresentando com a aquele sorrizinho plástico que só ela tem.

    Capilé, que deselegante!

  47. Leo Vinicius em 28 de abril de 2013 17:11 

    Globo Ação

    http://redeglobo.globo.com/acao/videos/t/edicoes/v/acao-27042013-movimento-fora-do-eixo-integra/2541291/

    Tirando como base o que a Globo considera como “Ação”, e o que é veiculado no programa, pode-se fazer a leitura de que o FdE seria uma espécie de “Rockeiro Esperança”.

  48. jair diniz em 10 de maio de 2013 15:47 

    Esta matéria aqui exibida pelo Passa Palavra é válida. Aliviadora para mim e muita gente. Este texto, matéria, precisa existir para que uma reflexão. O texto exibe dados e narra uma trajetória clara de Capitalização de lucros financeiros efetuados por determinado coletivo cultural em São Paulo. Não conheço nenhum componente do Passa Palavra.
    Moro no centro de São Paulo entre o Largo do Arouche e a Praça da República. Fica claro para quem convive e vive nesta região como o produto cultural tem sido arma de maqueamento de um projeto de especulação imobiliária, de trampolim politico, do velho “pão e circo”. Digo isto porque não existe melhoria transformadora no Centro de São Paulo.
    E existem outros produtos a Capitalizar. Produtos como a “MARCA” da entidade, grupo, etc. Se eu faço um trabalho voluntário e coloco o meu nome regularmente em evidência eu ganho seguidores. Com esta ação voluntária, gratuita, social, auxiliadora, transformadora, revolucionária fortaleço minha Marca. Posso usa-la como quiser, mas tenho LUCRO. Assim alguns coletivos tem capitalizado MARCA.
    Aqui no centro de São Paulo existe o coletivo BAIXO CENTRO. Na sua trajetória e nos eventos por “dançar nas ruas…as ruas são para dançar….” como é PRODUZIDO por este coletivo, é observável o capitalismo, o autoritarismo, o não diálogo, o oportunismo. Digo isto porque estes eventos são invasivos não considerando o ritmo de vida dos morados ; inseridos de maneira truculenta por fazerem o seu evento a qualquer custo humano de quem vive no local; incoerente porque não ouvem o interesse da micro sociedade que vive nestes espaços; incoerentes com o que é cultura já que não respeitam a cultura local que existe há muito tempo; oportunistas já que o Centro de São Paulo é MODA.
    Num geral estes “eventos culturais” do vamos “dançar nas ruas…. as ruas são para dançar…” repete os mesmos procedimentos do autoritarismo já bem conhecido. Uma das imagens mais próxima do que escrevo é: “Fazer evento-festa num elevado acima de pessoas semivivendo abaixo deste mesmo elevado”. Isso é reproduzir o que o projeto cultural que o Estado tem feito no Centro de São Paulo.
    O centro de São Paulo é MODA e para mim este grupo BAIXO CENTRO assim como outros que no momento estão sendo confrontados e expostos são OPORTUNISTAS já que se alinham a esta forma de ação.

  49. Bruno Mattos em 6 de agosto de 2013 09:05 

    Não vou entrar no conteúdo, estou muito contemplado nas várias provocações feitas, mas quero chamar atenção prá alguns aspectos dos comentários defensores da FdE.

    1 – Como já foi apontado é uma defesa ad hominem, ou seja que tenta desqualificar o autor da crítica e não a crítica. Até agora nenhum defensor do FdE contradisse de fato o que o PP denunciou, apenas reafirmou.

    2 – A tática de defesa do neoPT – e toda essa galera da direção da FdE, da direção majoritária da UNE, da direção do MST, as juventudes dos partidos atrelados, como a UJS, a JPSB, a JPPL será considerada neoPT como uma categoria que estebeleço aqui usa a retórica do “eu faço isso, mas você também”. Meio que como o chororô petista quando do mensalão petista, reclamar que o PSDB ou o DEM roubam/roubaram mais. Ora, cadeia a todos os ladrões independente do tamanho do roubo ou da filiação partidária. Embora, esse debate seja de um reducionismo moralista, pois o cerne da roubalheira não está no “se as pessoas são más ou desonestas”, mas um mecanismo de autorreprodução do capitalismo, algo inerente a ele, ainda embora que não fundado por ele. (Fora que dizer que esses setores são a esquerda hoje denota o total atrelamento à governança petista da autora do comentário, desprovido de uma crítica mais profunda e que ignora a existência de uma real esquerda – ainda que limitada e contraditória – mas não tanto quanto o modo de governar petista que, não por minha vontade ou “rancor”, mas pelos dados concretos dispostos pelas políticas públicas executadas no período operou em uma total conciliação de classes, conformação das insatisfações, proporcionando assim uma reprodução e acumulação de capital ‘nunca antes vista na história desse país’).

    3 – Como pesquisador de gestão e políticas culturais, graduado em Produção Cultural, que estou o caso das Lonas Culturais do Rio de Janeiro (cuja gestão acaba sendo, com liberdade de conceituação, uma espécie de parcerias público privadas), com um ponto de vista parcial, pois é, inclusive antropologicamente, equivocado defender qualquer tipo de imparcialidade que chegou a resultados uma tanto quanto dialéticos e contraditórios com aquilo que pensava anteriormente quando do início da pesquisa, fico um tanto quanto surpreso com a defesa intransigente que duas pessoas (Flávia e Joenne), para além de toda a parcialidade permissível em um estudo acadêmico, fazem da FdE. Parece-me mais “militância” da FdE do que pesquisadoras das ciências humanas e sociais.

    4 – Dizer quem é fake e quem não é não desmerece os comentários ou os desqualifica per si. Também não sei se Joenne e Flávia são pessoas reais, com nomes reais, mas isso não desqualifica o argumento delas – o que desqualifica são os recursos retóricos falaciosos tão bem apontados anteriormente. Não há no texto do PP conteúdo difamatório e salvo um ou outro comentário, no geral, os comentários são experiências e análises cuja tônica não é a difamação ou a calúnia, mas a disputa salutar de projetos de consciência e de sociedade. Quem criminaliza os fakes é a direita clássica representada no senador mensaleiro tucano Eduardo Azeredo. #ficadica

    5 – Segue o meu apelo para que os participantes, apoiadores, colaboradores, observadores, etc, da experiência FdE façam um debate mais qualificado, desconstruindo ou tentando desconstruir as críticas colocadas sem recursos retóricos falaciosos e argumentações ad hominem e sem o recurso do “eu faço, mas você também”.

    6 – Sou real, estou no facebook (Bruno Du Mattu) prá quem quiser aprofundar o debate sobre a FdE.